A Petrobras informou nesta segunda-feira 16 que assinou os três primeiros contratos para a conclusão das obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, paralisadas após a descoberta do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.
No valor de R$ 4,9 bilhões, os contratos foram vencidos pela Consag Engenharia, do grupo Andrade Gutierrez, um dos alvos da investigação sobre a formação de um cartel de empreiteiras para lotear encomendas da estatal nos primeiros governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em nota, a presidente da estatal, Magda Chambriard, disse que a refinaria “é estratégica para o Brasil” e que os contratos “revelam o compromisso da empresa com o desenvolvimento do país, representando a expansão da nossa capacidade de refino e viabilizando o aumento da produção de derivados para atender às demandas da sociedade e do mercado”.
A refinaria entrou em operação em 2014, mas apenas com metade de sua capacidade prevista inicialmente. Em 2015, após o início da Lava Jato, as obras da segunda unidade de refino foram paralisadas pela estatal.
A refinaria foi um dos pivôs da delação do ex-diretor da centrais na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que deu início às investigações.
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