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Política

Câmara aprova projeto que amplia número de deputados federais e RN ganhará mais duas cadeiras

Vagas passaram de 513 para 531 em razão do aumento da população
Redação
07/05/2025 | 07:53

Projeto de lei complementar (PLP), aprovado na noite dessa terça-feira 6 pelo plenário da Câmara dos Deputados, aumenta de 513 para 531 o número de vagas na Casa em razão do crescimento populacional. O texto mantém o tamanho das bancadas que perderiam representantes segundo o Censo de 2022. A mudança será a partir da legislatura de 2027.Câmara aprova projeto que amplia número de deputados federais e RN ganhará mais duas cadeiras - Agora RNCâmara aprova projeto que amplia número de deputados federais e RN ganhará mais duas cadeiras - Agora RN

Com a aprovação, o Rio Grande do Norte ganhará mais dois deputados, saindo de oito para dez, além de mais 6 cadeiras para deputados estaduais. As outras 16 vagas serião distribuídas para Pará (4), Santa Catarina (4), Amazonas (2), Mato Grosso (2), Goiás (1), Ceará (1), Minas Gerais (1) e Paraná (1).

Congressistas ainda devem analisar possíveis mudanças (destaques) antes de concluir a análise do texto / Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
A mudança será a partir da legislatura de 2027 / Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O texto a ser enviado ao Senado é um substitutivo do relator, deputado Damião Feliciano (União-PB) para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 177/23, da deputada Dani Cunha (União-RJ). 

O relator optou por uma abordagem política em vez do cálculo diretamente proporcional previsto na Lei Complementar 78/93, revogada pelo texto. “Estamos falando de um acréscimo modesto de 3,5%, enquanto a população nos últimos 40 anos cresceu mais de 40%”, afirmou.

Segundo Damião Feliciano, a perda de representantes significaria também perda de recursos em emendas parlamentares, aumentando a desigualdade regional (somente o Nordeste perderia oito vagas).

“Perder cadeiras significa perder peso político na correlação federativa e, portanto, perder recursos”, disse.

A necessidade de rever a distribuição de cadeiras surgiu após decisão, em agosto de 2023, do Supremo Tribunal Federal, ao acatar ação do governo do Pará que apontou omissão do Legislativo em atualizar o número de deputados de acordo com a mudança populacional, como previsto na Constituição.

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