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Mundo

Trump diz que ataque ao Irã poderia ser concluído em até duas semanas

Presidente afirma que cerca de 70% dos alvos já foram atingidos
Redação
10/05/2026 | 16:14

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista exibida neste domingo 10 que um eventual ataque ao Irã poderia ser concluído em até duas semanas, com a possibilidade de atingir “cada um dos alvos” restantes no país.

A declaração foi dada à jornalista Sharyl Attkisson, em entrevista gravada na semana passada. Trump também disse que o Irã já estaria “militarmente derrotado”.

Presidente dos EUA, Donald Trump. - Foto: reprodução Instagram
Trump diz que ataque ao Irã poderia ser concluído em até duas semanas - Foto: Reprodução/Instagram

“Eles estão militarmente derrotados. Em suas próprias mentes, talvez não saibam disso. Mas acho que sabem”, afirmou o presidente.

Segundo Trump, o Exército dos Estados Unidos poderia “intervir por mais duas semanas e atacar cada um dos alvos”, indicando que cerca de 70% já teriam sido atingidos. “Mas temos outros que, hipoteticamente, poderíamos atacar. Mas mesmo que não fizéssemos isso, vocês sabem, seriam apenas os retoques finais”, disse.

Durante a entrevista, o presidente também criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que classificou como um “tigre de papel”. Ele afirmou que aliados dos Estados Unidos não participaram da campanha contra o Irã. “Eles não estavam lá para ajudar.”

As declarações ocorrem após o Irã informar, neste domingo, que enviou aos Estados Unidos uma resposta à proposta para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro, após ataques americanos e israelenses.

Segundo a agência estatal iraniana, a resposta se concentra em “pôr fim à guerra e garantir a segurança marítima” no Golfo e no Estreito de Ormuz.

As negociações incluem a possibilidade de um acordo temporário para reduzir as hostilidades e assegurar a circulação de navios na região enquanto um entendimento mais amplo é discutido.

Apesar das tratativas, a tensão na região permanece elevada, com registros de drones e novos episódios de violência no Golfo.