O live-action de “Moana”, que chegou aos cinemas nesta semana, recebeu críticas de especialistas e profissionais da indústria cinematográfica por seu aspecto visual. Segundo análises, o filme apresenta imagens excessivamente artificiais e pouco naturais, reacendendo o debate sobre o uso de inteligência artificial e de recursos digitais nas produções de Hollywood.
Especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo afirmam que a aparência do longa poderia ser confundida com uma produção criada por inteligência artificial. Entre os fatores apontados estão a iluminação uniforme, a textura das imagens e o uso intenso de computação gráfica, características que reduzem a sensação de realismo esperada em um filme com atores.

As críticas também destacam que a produção segue uma tendência observada em outros lançamentos recentes de Hollywood, marcada por cores menos vibrantes, cenários fortemente digitalizados e grande dependência de efeitos visuais. Para parte dos analistas, essa escolha compromete a identidade visual que tornou a animação original um sucesso.
Embora a Disney não tenha informado que utilizou inteligência artificial para produzir o filme, a discussão ganhou força porque o resultado visual foi comparado por especialistas ao padrão de imagens geradas por ferramentas de IA. A empresa já havia enfrentado debates sobre o tema durante a produção do longa, mas optou por métodos tradicionais de efeitos visuais.
Apesar das críticas, o elenco recebeu avaliações mais positivas. A atuação de Catherine Laga’aia, intérprete de Moana, e o retorno de Dwayne Johnson ao papel de Maui foram elogiados por parte da crítica, ainda que muitos considerem o remake excessivamente fiel à animação de 2016 e sem novidades significativas para o público.