A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) explicou, por meio do reitor Daniel Diniz, que discussões sobre possíveis alterações no calendário acadêmico só acontecerão após o fim da greve, tendo em vista que as representações das categorias anunciaram paralisação por tempo indeterminado e, neste momento, não há como prever a duração do movimento. Nesse sentido, as atividades administrativas e acadêmicas permanecem, respeitando a decisão de cada técnico e docente pela adesão ou não à greve.

O reitor da Universidade, reuniu-se, nesta sexta-feira, 19, com gestores da administração central, diretores de centros e unidades acadêmicas especializadas, a fim de esclarecer pontos e tirar dúvidas sobre a continuidade das atividades durante a greve de servidores técnico-administrativos e docentes da instituição.
Daniel Diniz reforçou que as reivindicações das categorias são acompanhadas junto ao Governo Federal, por meio da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Do mesmo modo, em âmbito institucional, a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp-UFRN) criou uma Comissão Interna de Mediação Organizacional, com o objetivo de manter diálogo permanente com os servidores, para dar encaminhamentos durante o período de greve.
Nesta sexta-feira, 19, o governo federal se reuniu com servidores da educação e propôs o reajuste de 9% a partir de 2025. Ainda não há nenhuma decisão dos servidores sobre a proposta de reajuste ou interrupção da greve. Na UFRN, a greve dos servidores técnicos começou no dia 3 de abril, o professores da universidade se posicionaram a favor da paralisação, que deve começar a partir da próxima segunda-feira, 22.