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Geral

Estação de tratamento da Zona Norte será entregue em 2023

Previsão de entrega da ETE Jaguaribe é para novembro, de acordo com o diretor-presidente da Caern
Redação
23/12/2022 | 00:09

O diretor-presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), Roberto Linhares, disse que a estação de tratamento da Zona Norte de Natal deve ser entregue no fim de 2023. “Em 2023, deveremos finalmente entregar a estação de tratamento da Zona Norte. Em novembro, no máximo. Temos um compromisso com o Ministério Público, TCU [Tribunal de Contas da União do RN], e com a sociedade do RN”, disse Linhares, em entrevista ao Jornal da Cidade, da 94 FM, nesta quinta-feira 22.

A Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Jaguaribe, que vai realizar o tratamento de esgoto de toda a Zona Norte da capital, está com 93,06% da estrutura já executada. Em 2019, 40% das obras estavam executadas. A obra foi orçada em R$ 170,5 milhões no total. Até o momento, de acordo com a Caern, já foram investidos R$ 88,4 milhões.

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Obra da estação de tratamento da Zona Norte de Natal for orçada em R$ 170,5 milhões ao todo; com o serviço, população deixa de fazer uso de fossas sépticas. - Foto: arquivo / sandro menezes / governo do rn

Linhares explicou que o andamento da obra só será possível por causa do aumento da arrecadação da Companhia. “Em 2019, a arrecadação anual da Caern girava em torno de R$ 570 milhões. Com a redução da inadimplência, com o aumento da regulação, otimização dos sistemas, a arrecadação deste ano vai fechar em cerca de R$ 800 milhões. No próximo ano, deveremos ter uma arrecadação próxima dos R$ 900 milhões”, disse.

O diretor-presidente da Caern informou que o Estado tem cobertura de esgoto de cerca de 26%. “O objetivo, em 2033, por causa do novo Marco Legal do Saneamento, é de chegar a cobertura total de esgoto a 90%. Com a entrega da estação da Zona Norte, Natal sairá de 50% e irá a 75% de cobertura”, pontuou. Com o serviço de esgotamento sanitário, a população deixa de fazer uso de fossas sépticas.

Índice de perda de água no RN

Um levantamento divulgado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) revelou uma taxa de 52,2% de perdas no sistema de abastecimento da Caern. O número foi rebatido por Linhares. “O número é incorreto. A Caern tem melhorado todos os indicadores ao longo dos últimos quatro anos. Nós investimos em fiscalização e substituição de hidrômetros. Em 2022, vamos instalar quase 80 mil hidrômetros e isso reduz as perdas. Esse número era para estar em 47,5%”.

A taxa de 52,2% aferida no Rio Grande do Norte está acima das médias nacional (40,3%) e regional (46,2%), tendo como base o ano de 2021. “Com os contratos que fechamos de fiscalização, para retirar ligações irregulares, e o primeiro contrato de performance, devemos reduzir para 45%, ou seja, abaixo da média do Nordeste, para chegar em 2033 com o objetivo de reduzir a perda à uma taxa de 30%”.

As perdas podem ser aparentes ou reais. A perda aparente ou comercial é quando a água é consumida, mas não contabilizada (faturada) pelo sistema, seja por ligações clandestinas (gatos) ou falta de calibragem nos hidrômetros. Já a perda real é quando a água não chega ao consumidor devido a vazamentos em adutoras, ramais e reservatórios. Vale ressaltar que não existe sistema de distribuição sem perdas de água.

No Rio Grande do Norte, segundo a Caern, a maior parte das perdas ocorrem por causa dos “gatos”. Roberto Linhares conta que o novo balanço do SNIS, que deve ser publicado no ano que vem com os resultados de 2022, já deve trazer uma queda de cinco pontos percentuais, ficando na faixa dos 47%. Para isso, a Caern realizou um contrato de performance com uma empresa. “Vamos entregar essa área escolhida e a empresa privada assume o local, investe, corta ligações irregulares. Natal tem cerca de 400 mil ligações e vamos entregar 174 mil para esse setor cuidar”.