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Cidades

RN tem 876 internos que assistem aulas regularmente

Segundo a SEAP, as aulas acontecem quatro dias por semana
Redação
20/10/2022 | 00:09

O sistema prisional do Rio Grande do Norte tem 876 alunos em sala de aula (entre Educação de Jovens e Adultos – EJA – regular e cursos superiores), dos 4.629 detentos do regime fechado. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP), o número não abrange os internos que participam de cursos de qualificação e profissionalizantes, que possuem alta demanda.
De acordo com a pasta, as aulas acontecem quatro dias por semana, em média, e são aulas regulares, conforme o nível de Ensino. Os professores são contratados por Processo Seletivo à Cargo da Subcoordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (SUEJA) da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC). Os cursos são voluntários e cabe ao interno decidir se participa ou não.

A SEAP informou que teve mais de 1,5 mil presos capacitados em cursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), de pedreiro de alvenaria a pintor. Esses qualificados são utilizados como mão de obra atualmente, tanto pela SEAP quanto por outras secretarias e prefeituras através de convênio.

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SEAP diz que teve mais de 1,5 mil presos capacitados em cursos do Senai. Foto: Divulgação/Senai

Os detentos já atuaram em escolas, na sede dos Bombeiros Mirins, na Cidade da Criança, Forte dos Reis Magos, em secretarias de Estado, além de reformar macas e carteiras escolares. Em Pau dos Ferros, através de parceria com a Prefeitura, os internos limpam canteiros, ruas, avenidas, praças e até o cemitério do município.

Detentos também trabalharam nos hospitais Maria Alice Fernandes, Giselda Trigueiro, João Machado e Tarcísio Maia. Agora, eles estão trabalhando na manutenção predial do Hospital Regional Alfredo Mesquita, em Macaíba.

“Eles fazem trabalhos com alvenaria, pintura, marcenaria, eletricidade, hidráulica, soldas e consertos”, diz a pasta. Ao todo, o Sistema Penitenciário do RN tem 12.030 presos entre o regime fechado, semiaberto e aberto.

Privados de liberdade do RN realizam mais de mil cursos

Uma parceria entre a SEAP, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE) e a entidade sem fins lucrativos Instituto Mundo Melhor (IMM), através do projeto “AJUFE por um mundo melhor”, proporcionou mais de mil cursos a internos privados de liberdade do sistema prisional do Rio Grande do Norte capacitados através da modalidade ensino à distância neste ano.

O projeto ofereceu, através da plataforma de ensino a distância, cursos nas áreas de educação, saúde e bem-estar, informática, línguas, administração e empreendedorismo, e governança doméstica. Os cursos tiveram certificado emitido pela Universidade do Estado do Paraná, oportunizando aos egressos a inserção no mercado de trabalho e contribuindo para a diminuição da reincidência criminal e a ressocialização dos presos.

Mais de 2,6 mil internos fizeram provas do Encceja

Nesta terça-feira 18, mais de 2,6 mil privados de liberdade fizeram as provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja Nacional PPL), no Sistema Penitenciário do RN. Um recorde, segundo a SEAP. A pasta defende que a educação é um dos pilares para a reinserção do apenado ao convívio social, contribuindo para a redução da reincidência e dos índices de criminalidade. A aplicação das provas seguiu nesta quarta-feira 19 em todas as unidades do Estado.

O títular da pasta, Pedro Florêncio, explica que em 4 anos, o RN saiu de último para o quarto colocado em número de inscritos no Encceja, proporcionalmente ao tamanho do sistema prisional. “É através da educação que nós transformamos o sistema prisional. Hoje, os internos trabalham e estudam para quando progredirem de regime e cumprirem suas penas, terem a oportunidade de não voltar a delinquir. O sistema controlado e seguro nos possibilitou chegarmos a esse avanço”, disse. Em 2019, cerca de 400 internos fizeram as provas no RN.

O Encceja PPL ocorre anualmente. Através da prova, os privados de liberdade que não concluíram o ensino básico em idade apropriada tem a oportunidade de conseguir essa certificação. A Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, concentra o maior número de inscritos: 699; seguido da Penitenciária Agrícola Doutor Mário Negócio, em Mossoró, com 438 aptos a realizar as provas; e a Cadeia Pública de Ceará-Mirim, com 355 inscrições.

As provas ocorrem em 17 unidades prisionais masculinas e femininas. O interno que faz as provas terá a certificação do Ensino Fundamental e/ou Médio, além da remição de Pena, com base na Resolução 391 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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