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Política

Incerteza política interfere na queda no Índice de Confiança da indústria, diz Fiern

Mesmo com queda de 1,4 ponto, índice de confiança da indústria potiguar é maior que em 2021. Setor mantém otimismo e afirma que indicador acima dos 50 pontos atesta bom momento do setor
Douglas Lemos
20/10/2022 | 00:06

No mês de outubro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) no Rio Grande do Norte atingiu os 61 pontos; encolhimento de 1,4 ponto em relação a setembro deste ano, que até então era o maior valor atingido nos últimos 12 meses. Mesmo com a queda, o setor apresenta confiança maior do que no mês de outubro de 2021, quando o mesmo índice era de 56,1 pontos. Para a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), a retração no indicador não configura queda de confiança, mas as incertezas eleitorais podem ter colaborado para o resultado final.

Sandra Cavalcanti, Gerente da Unidade de Economia e Estatística da Fiern, afirmou que o setor mantém otimismo. “O valor do ICEI acima de 50 pontos indica Confiança. O comportamento do índice nos diz que os empresários estão apenas menos confiantes em outubro do que estiveram em setembro. Aliás, se pegarmos uma série histórica do ICEI a partir de março de 2020 – últimos 32 meses –, constataremos que os ápices da confiança ocorreram exatamente em setembro e outubro de 2022. Isso significa que ainda estamos bastante confiantes”, afirmou.

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Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) no Rio Grande do Norte atingiu os 61 pontos - Foto: Reprodução

Para ela, o recuo tem a ver com as expectativas das empresas em relação ao cenário esperado para os próximos seis meses. “A própria indefinição do quadro eleitoral do país é suficiente para gerar alguma incerteza em relação à condução da economia nacional. Sobre este aspecto, chamamos a atenção de o recuo no ICEI entre setembro e outubro também ocorreu no conjunto do Brasil e da região Nordeste”, disse.

Sandra afirma que um dos fatores para aumentar o otimismo poderia ser a continuidade da tendência de declínio das taxas de inflação. “Tal percurso permitiria que chegássemos ao centro da meta de 3,5% ao ano para o IPCA mais rapidamente, e faria o Banco Central agir com maior celeridade no corte dos juros. Vamos nos lembrar que saímos de um IPCA acumulado de 12,13% em abril para 7,17% já em setembro. Com a queda mais rápida da inflação e dos juros internos, o Brasil também ficaria menos vulnerável aos efeitos dos aumentos esperados dos juros internacionais”, disse.

Expectativa na geração de energia por fontes renováveis

A respeito das expectativas do setor industrial potiguar para os próximos anos após a reeleição de Fátima Bezerra ao governo do estado, Amaro Sales, presidente da Fiern falou que espera manter a continuidade da relação respeitosa, de parceria institucional e colaboração mútua. “A sensibilidade e atenção governamental aos pleitos da indústria e a relação institucional ativa e propositiva com a governadora permitiram ao RN avançar em alguns assuntos de fundamental importância para o setor industrial, entre os quais destaco o novo Proedi, a Lei do Gás, a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas e a Lei da Inovação – que instituiu a Política Estadual do Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação do RN”, afirmou.

Sales diz que há muito a se construir para os próximos quatro anos e que será necessária a permanência de uma dinâmica de valorização do empresário e a promoção de um cenário favorável ao empreendedorismo. “A Fiern, por meio do núcleo estratégico Mais RN, construiu a Agenda Caminhos do RN com 10 pontos fundamentais para o nosso estado avançar no que diz respeito à economia e ao setor industrial. A governadora Fátima Bezerra recebeu essa agenda, ao participar de fórum na Fiern, e firmou o compromisso de atenção às questões elencadas”, pontuou.

Amaro Sales observou que é o setor industrial quem melhor emprega, paga os maiores salários e promove oportunidades de crescimento e desenvolvimento funcional, gerando atualmente cerca de 100 mil empregos diretos no RN e que o estado vive particularidades vantajosas, principalmente no quesito de geração de energia. “Vivemos hoje um ambiente único no Rio Grande do Norte, com forte potencial de liderarmos a geração de energias renováveis não somente com a eólica onshore, como já lideramos, mas também no off-shore que está chegando, na geração de hidrogênio verde, nesse momento em que o mundo inteiro está demandando energia limpa. As ações dos próximos quatro anos serão fundamentais para que possamos exercer plenamente esse potencial, e confiamos que a governadora Fátima Bezerra irá atuar como protagonista dessas ações”, finalizou.

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