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Conheça os sete políticos que mais fazem falta ao RN atualmente. Você concorda?

Especialistas citaram alguns dos nomes mais influentes da política do RN. Segundo eles, esses personagens fazem falta no contexto atual do Estado
Agora RN
08/10/2015 | 17:56

O portal Agora RN ouviu jornalistas e cientistas políticos para tentar descobrir quais políticos potiguares fazem mais falta ao estado no contexto atual do Rio Grande do Norte. Alguns foram quase consenso entre todos os entrevistados. Confira a lista com alguns dos nomes que foram mais lembrados e veja se você concorda ou não com os gestores apresentados.

Aluízio Alves

Conheça os sete políticos que mais fazem falta ao rn atualmente. você concorda?

Aluízio Alves

Jornalista, ministro, advogado e governador entre 1961 e 1966, sendo depois cassado pelo Ato Institucional Número Cinco em 1969, Aluízio marcou época na política potiguar. Para o jornalista João Batista Machado, Aluízio “pensou grande o RN e bem à frente de seu tempo, construindo os caminhos que o levariam ao desenvolvimento”.

Foi no governo de Alves que Paulo Freire implantou a experiência de alfabetizar agricultores em 40 horas em Angicos, terra natal do ex-governador. João Batista Machado cita ainda diversas obras realizadas por Aluízio, como pontes, estradas e escolas em todo o estado.

Aluízio Alves é pai de Henrique e Anna Catarina Alves, sendo apontado como o precursor da oligarquia Alves no RN, que hoje conta também com o senador Garibaldi Filho, o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, e o deputado federal Walter Alves.

Monsenhor Walfredo Gurgel

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Padre e político com atuação no Rio Grande do Norte, foi senador e governador, quando em 1965 venceu o pleito com a última disputa pelo voto direto até 1982. Para o jornalista Edílson Braga, Walfredo foi um “conciliador, homem honesto acima de tudo”. O jornalista Joaquim Pinheiro destacou a “honestidade e a parcimônia nos gastos públicos” do ex-gestor potiguar.

Um dos maiores legados deixados por ele foi superar o radicalismo numa época de acirramento das disputas políticas.

Djalma Maranhão

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Foi professor, jornalista, empresário e político. Em sua gestão como prefeito de Natal promoveu várias iniciativas que marcaram o dinamismo de sua administração, a exemplo da construção do Palácio dos Esportes, da Estação Rodoviária, construção de galerias pluviais, entre outras obras.

Para o cientista político Antônio Spinelli, um dos grandes feitos do administrador foi ter promovido a campanha de alfabetização “De pé no chão também se aprende a ler”. Além disso, cita o resgate, pelo político, da cultura popular em seu caráter histórico.

Theodorico Bezerra

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Theodorico foi um líder político no estado, considerado por muito tempo como o “coronel” do Nordeste. Foi deputado estadual e depois federal por quatro mandatos. Apoiou Aluísio Alves e monsenhor Walfredo Gurgel para governador e vice, respectivamente, ambos eleitos.

Em 1978, Theodorico foi tema do documentário “Theodorico, imperador do sertão”, dirigido por Eduardo Coutinho e apresentado no programa Globo Repórter.

Era conhecido também por arranjar formas inusitadas de conquistar eleitores. Em 1959, formou uma banda de música para tocar nas campanhas políticas.

Tarcísio Maia

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Apesar de nascido na Paraíba, fez carreira política no Rio Grande do Norte. Participou do governo Dinarte Mariz (1955-1960) como secretário de Educação e elegeu-se deputado federal para o período de 1959-1963. Em 1975 foi designado governador do Rio Grande do Norte, com o apoio de Dinarte Mariz. Tarcísio é pai do hoje senador José Agripino Maia.

Joaquim Pinheiro lembra de Tarcísio Maia como símbolo de “austeridade nos gastos públicos e articulação política”.

João Batista Machado destaca como marcas de Tarcísio Maia a seriedade na administração pública. “Foi um agrande governador que impulsionou o estado através da construção de estradas e escolas, inclusive na administração dele foram feitas mais de mil salas de aula”.

Cortez Pereira

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Governou o Rio Grande do Norte entre 1971-1974. Foi, além de político, um advogado, professor e intelectual. É lembrado pelo jornalista Joaquim Pinheiro como um sinônimo de “inteligência e visão empreendedora”.

Implantou o projeto Serra do Mel, proposta de reforma agrária que se baseava na exploração econômica de culturas de subsistência.

Foi também em seu governo que surgiu a primeira empresa de turismo do Rio Grande do Norte, a Emprotur, e as bases para a construção da Via Costeira, efetivada já no governo de Lavoisier Maia.

Djalma Marinho

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Para o cientista político Antônio Spinelli, Djalma Marinho foi uma “figura respeitável, coerente e defendeu inclusive presos que participaram da insurreição comunista.

Djalma estreou na política em outubro de 1934 ao eleger-se deputado estadual pelo Rio Grande do Norte. Seu mandato, entretanto, foi extinto quando Getúlio Vargas implantou o Estado Novo em 1937.

Contrário ao pedido do governo militar para cassar o deputado Márcio Moreira Alves, renunciou à presidência da Comissão de Constituição e Justiça em dezembro de 1968 em um ato histórico, quando declarou, inspirado na frase de um autor português: “Ao rei tudo, menos a honra”.

Djalma foi reeleito deputado federal em 1970. Ele é avô do atualmente deputado federal Rogério Marinho.