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Segundo turno

MP pede abertura de investigação sobre tecla 3 colada em urna de Parnamirim

Equipamento foi substituído e lacrado pela Polícia Federal para perícia; responsável pelo dano ainda não foi identificado
Agora RN
27/10/2026 | 21:42

O Ministério Público Eleitoral pediu a instauração de um inquérito para apurar o caso de uma urna eletrônica que teve a tecla de número 3 colada durante o segundo turno das eleições, em Parnamirim, na Grande Natal. A informação foi apresentada pelo corregedor regional eleitoral, desembargador João Rebouças, na sessão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) desta terça-feira 27.

Até agora, o responsável por ter danificado a urna não foi identificado.

Entrada da seção eleitoral 582 na Escola Estadual Dom Nivaldo Monte, com cabine de votação ao fundo
Caso aconteceu na Escola Estadual Dom Nivaldo Monte, em Emaús, no domingo — Foto: José Aldenir

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A ocorrência foi registrada por volta das 11h de domingo 25, na seção 582 da 50ª Zona Eleitoral, instalada na Escola Estadual Dom Nivaldo Monte, no bairro de Emaús. O problema foi percebido depois que um eleitor relatou dificuldade para utilizar a tecla durante a votação. Mais de 130 pessoas já haviam votado naquela seção quando a irregularidade foi constatada.

O equipamento foi substituído por uma urna de contingência, permitindo a continuidade da votação. A Polícia Federal lacrou a urna danificada para perícia. Ninguém foi preso em razão do episódio. Na sessão desta terça-feira, Rebouças explicou que o caso não chegou a ser incluído no sistema de ocorrências da Justiça Eleitoral porque o autor não tinha sido identificado.

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A apuração deverá esclarecer as circunstâncias em que a tecla foi colada e identificar quem praticou o ato. Durante o relato ao plenário, não foram apresentados resultados da perícia nem informações sobre suspeitos. O episódio foi mencionado separadamente do balanço das demais ocorrências registradas no Estado.

Quatro ocorrências tiveram prisão

De acordo com os dados apresentados pela Corregedoria, o sistema Ocorre-JE contabilizou 11 ocorrências durante o segundo turno no Rio Grande do Norte. Quatro tiveram prisão e sete foram registradas sem prisão. Nenhuma envolveu candidatos.

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Do total, quatro registros foram relacionados à prática de boca de urna e outros quatro ao porte de aparelho celular em desacordo com as regras da votação. Houve ainda uma ocorrência de divulgação de propaganda, uma de desobediência eleitoral e uma de promoção de desordem nos trabalhos eleitorais.

Rebouças informou que a Corregedoria permaneceu à disposição das zonas eleitorais durante todo o domingo, respondendo a questionamentos e orientando os responsáveis pela votação. O trabalho também incluiu, em conjunto com a Presidência do TRE, os encaminhamentos decorrentes da decisão do Supremo Tribunal Federal que prorrogou o horário de votação.

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Ao avaliar a atuação das equipes, o corregedor destacou como finalidade da Justiça Eleitoral “assegurar que a vontade do eleitor, livremente expressa nas urnas, seja respeitada”.