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Teori Zavascki mantém prisão de ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró

Cerveró negocia acordo de delação premiada, mas tem encontrado dificuldades para fechar, uma vez que não tem apresentado provas que pouco avançam nas investigações
Agora RN
30/09/2015 | 22:51

Relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Teori Zavascki negou pedido de revogação da prisão preventiva decretada contra o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Ele foi denunciado por suposta prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema de corrupção na estatal, reunindo duas condenações, sendo uma de 12 anos e outra de 5 anos. O ex-diretor está preso em Curitiba desde janeiro.

Teori zavascki mantém prisão de ex-diretor da petrobras nestor cerveró

Cerveró negocia acordo de delação premiada, mas tem encontrado dificuldades para fechar, uma vez que não tem apresentado provas e teria feito referência a episódios que pouco avançam nas investigações.

Em sua decisão provisória (liminar), Teori não acolheu os argumentos da defesa, entre outras questões, de que a prisão preventiva não foi baseada em fatos concretos e objetivos, mas apenas em “presunções” contidas em declarações prestadas por outros réus que firmaram acordos de colaboração premiada no âmbito da operação Lava Jato.

Para o ministro, embora relevantes, os pontos apresentados no habeas corpus não evidenciam as hipóteses que autorizem, cautelarmente, a revogação da prisão preventiva.

O caso ainda será analisado pelo plenário da segunda turma do STF, responsável pela análise dos processos da Lava Jato.

A defesa alegou que Cerveró sempre esteve a disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e sustentou que a movimentação havida em seus imóveis, para fins de herança, sobre a qual não havia quaisquer impedimentos administrativos ou judiciais, não pode ser considerada um indicativo de que estaria tentando salvar seu patrimônio para se furtar à aplicação da lei penal.