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Renan defende adiamento de votação que pode derrubar veto de Dilma

No total, estão na pauta do Congresso 32 vetos que, somados, provocam um impacto de R$ 127,8 bilhões nos próximos quatro anos.
Agora RN
22/09/2015 | 16:56

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), indicou que irá adiar a sessão do Congresso, marcada para a noite desta terça-feira (22), em que estão em pauta vetos da presidente Dilma Rousseff a propostas que geram amplo impacto fiscal nas contas públicas. Se derrubados, os vetos inviabilizaram o ajuste que o governo tenta fazer para recuperar o crescimento da economia.

“O Congresso tem ajudado bastante o Brasil. Definitivamente, é chegado o momento de fazermos um apelo à responsabilidade fiscal. E a maior sinalização que o Congresso pode dar hoje ao país é de que não quer que o Brasil aumente o seu risco. Realizar a sessão do Congresso é potencializar o risco que do Brasil”, disse Renan.

Renan defende adiamento de votação que pode derrubar veto de dilma

Como é também o presidente do Congresso, Renan espera uma chancela dos líderes partidários para anunciar o adiamento. O peemedebista não quer ser taxado como o responsável pelo adiamento. Nesta segunda, (21), Dilma pediu pessoalmente a ele e a Cunha que impeçam a realização da sessão. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também defendeu o adiamento da reunião.

“Vai ser ruim. Acho melhor, do ponto de vista pragmático, não correr esse risco e adiar. Se o governo perder, a reação do mercado vai ser horrorosa e já há uma instabilidade. Não se deve correr muitos riscos”, afirmou Cunha. Apesar de não acreditar que a votação seja o melhor caminho, Cunha se comprometeu a abrir a sessão da Câmara desta terça no horário para conseguir encerrar as votações do dia até 20h, para ser possível iniciar a sessão conjunta com os senadores.

O governo calcula que se a sessão for aberta e houver o quórum mínimo para votação a chance de alguns vetos serem derrubados é grande. Nem no Senado, onde tem maior controle de sua base aliada, o governo tem maioria pela manutenção dos vetos. Na Câmara, é dado como certo uma derrota do Planalto. “O pior que pode haver para o Brasil é realizarmos essa sessão do Congresso, potencializando o risco de desarrumação fiscal”, afirmou Renan.