A prefeitura do Natal espera até dezembro economizar algo em torno de R$ 8,5 milhões por meio do corte de gastos determinado por meio de decreto pelo prefeito Carlos Eduardo na semana passada. Através do ato, todos os setores da administração municipal terão que se adaptar para otimizar os recursos monetários.
“É um esforço que nós temos que fazer para manter a prefeitura funcionando, afinal de contas a crise não foi provocada pela prefeitura. A prefeitura fez o dever de casa, mas não estamos abatidos com a crise”, disse o controlador-geral do município, Dionísio Gomes, em entrevista à Intertv Cabugi nesta segunda-feira (14).

De acordo com ele, o decreto seguiu três orientações: a preservação dos direitos trabalhistas, manutenção da qualidade dos serviços prestados à população e a preocupação em não inviabilizar a situação econômica dos servidores no futuro.
Um dos pontos que, conforme exemplificou o controlador, será afetado pelo decreto são as gratificações por atividades extraordinárias, como as que são recebidas pelos trabalhadores que atuam com horários diferenciados, a exemplo de quem trabalha em unidades de saúde.
“Hoje nós temos 1.200 servidores que recebem essa gratificação e aqueles que a gente puder vamos reduzir até dezembro, como uma maneira de viabilizar o nosso caixa; essa é a proposta, não é de acabar e sim de otimizar”, explicou Dionísio.
Outra forma de tentar economizar será renegociando com os proprietários os preços dos aluguéis pagos pela prefeitura. Atualmente a prefeitura paga em torno de R$ 600 mil todo os meses em alugueis. A ideia é aproveitar a flutuação dos valores, ocasionada pela crise econômica, e tentar baixar em até 20% o gasto com aluguéis.