A antecipação da venda da conta única dos servidores do Estado do Rio Grande do Norte ao Banco do Brasil com suposto deságio de 50%, conforme alegado pela oposição ao governo Robinson Faria (PSD), foi uma transação “absolutamente normal”, informou o secretário de Planejamento e Finanças, Gustavo Nogueira, ao Visor Político.
Ele disse que está à disposição da Comissão de Fiscalização e Finanças da Assembleia Legislativa para esclarecer eventuais dúvidas dos deputados. “Acho que a comissão tem todo o direito, é legitimo fazer, teremos a maior alegria de ir lá discutir na Comissão de Finanças, sem quaisquer dificuldades”, disse.

Nogueira declarou que o governo foi absolutamente capaz ao fazer a antecipação da receita. “O governo negociou intensamente esse contrato, que só iria vencer em 2017”, declarou.
Para o secretário, diante das dificuldades financeiras, o Estado precisa buscar fontes alternativas para fazer frente a segurança, saúde, educação, servidores e todas as funções do Estado. “A folha foi vendida novamente por R$ 287 milhões, só que ela vencia em 2017, houve uma atualização para valor presente e subtrai essa diferença que o contrato iria até 2017. Isso é absolutamente normal, todos os governos passados fizeram isso, nós fizemos também, fizemos com uma venda, cujo o valor médio era de 2,755, um valor médio por servidor, mais caro que todos os entes federados”, explicou.
“Foi uma negociação absolutamente capaz do governo e uma forma inteligente de buscar novas fontes de receita, uma vez que as transferências estão frustradas, os nossos royalties estão frustrados em 40% e com isso temos que buscar alternativas de arrecadação”, frisou.