D’O Mossoroense
A prefeita Fafá Rosado (DEM) adotou uma sutil mudança no discurso quando o assunto é a possibilidade de renunciar para permitir que a vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) possa ser candidata a prefeita de Mossoró.
Se antes ela descartava a possibilidade de forma peremptória, depois das últimas conversas que manteve com a governadora Rosalba Ciarlini e com ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, ela passou a tratar o assunto de forma mais cautelosa. Nada de declarações contundentes.
Foi assim ontem antes da inauguração das novas instalações da Unidade Básica de Saúde do conjunto Liberdade I. Ao ser questionada sobre o assunto, a chefe do Executivo municipal preferiu desconversar: “Sobre esse assunto nós já discutimos, e vocês sabem minha opinião. Nós estamos aqui para entregar benefícios à população”.
Antes a prefeita fazia questão de salientar que nunca conversara sobre o tema renúncia com a governadora. Agora, questionada se o assunto esteve na pauta dos últimos encontros, ela voltou a tergiversar: “Sempre estou conversando com a nossa governadora Rosalba Ciarlini, e todos os assuntos que dizem respeito à administração nós conversamos e também falamos sobre política e vamos continuar falando sobre política”.
Em nova pergunta, desta vez sobre os aspectos que ela pode levar em conta para renunciar, Fafá deixou escapar que a possibilidade é real. “Em relação a esse assunto, nós já conversamos, já discutimos, mas eu posso até dizer o que é que a prefeita quer para a sua sucessora: que seja uma pessoa comprometida com a prefeita atual, com as causas mais importantes”, concluiu.
A prefeita elogiou a atuação de Ruth Ciarlini como vice-prefeita e deputada estadual. Sobre a possibilidade de a irmã de Rosalba poder ser a candidata, Fafá ignorou a dependência de seu afastamento do poder para colocar a decisão nas mãos dos eleitores: “Não sou eu quem vai decidir. É o povo”.
Do Blog: Nos meios políticos, é tida como certa a possibilidade de renúncia de Fafá para que Ruth assuma a prefeitura e a candidatura à reeleição. A moeda de troca dessa articulação, porém, é que chama a atenção: a indicação de Fafá, ou do marido dela, o deputado estadual Leonardo Rego (DEM), para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
A classe política assiste de camarote a essa articulação, meio que sem acreditar que ela se concretizará. O desgaste à imagem de Rosalba e ao seu governo, é certo, será fulminante! Entre os próprios conselheiros do TCE o assunto é tratado com reserva. Mas muitos deixam claro que desaprovam o uso da vaga como moeda de negociata política. É aguardar para ver o desfecho – e suas repercussões no cenário político potiguar.