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Transição

Transição fará primeira reunião na quinta; Cadu terá gabinete na Escola de Governo

Coordenadora Luciana Daltro afirma que equipe já recebeu estrutura para iniciar os trabalhos e terá sete eixos de atuação
Agora RN
30/10/2026 | 23:49

O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), terá um gabinete instalado na Escola de Governo, no Centro Administrativo, em Natal, para acompanhar os trabalhos da equipe de transição. A informação foi anunciada nesta sexta-feira 30 pela controladora-geral do Estado, Luciana Daltro, responsável pela coordenação da comissão. Segundo ela, a equipe já recebeu os equipamentos necessários para começar suas atividades e realizará a primeira reunião presencial na próxima quinta-feira, 5 de novembro.

A instalação da estrutura administrativa marca o início da preparação para a mudança de governo, prevista para 6 de janeiro de 2027, quando Cadu e a vice-governadora eleita Larissa Rosado (PSB) tomarão posse. Até lá, a comissão deverá reunir informações sobre a situação financeira, patrimonial e administrativa do Estado, além de identificar obras, contratos e políticas públicas que precisarão ter continuidade na próxima gestão.

Luciana Daltro fala a jornalistas sobre a transição do governo
Advogada Luciana Daltro, atual controladora-geral e coordenadora da transição da gestão de Fátima para a de Cadu Xavier — Foto: Assecom/Reprodução

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A Comissão Mista de Transição 2026-2027 foi instituída oficialmente por ato publicado no Diário Oficial do Estado, depois de uma reunião realizada na quarta-feira 28, na Governadoria, com a participação da governadora Fátima Bezerra (PT), Cadu e Larissa. O colegiado reúne 21 integrantes, sendo seis representantes da atual administração e 15 indicados pelo governador eleito. A coordenação-geral ficou sob responsabilidade de Luciana Daltro.

Equipe terá representantes políticos e da sociedade

A controladora destacou que a composição da comissão foi pensada para permitir a participação conjunta de integrantes do governo em exercício, representantes da futura administração e setores da sociedade. Fátima indicou membros do Comitê de Gestão e Eficiência, estrutura que funciona desde 2019, enquanto Cadu escolheu representantes políticos de partidos que participaram de sua aliança eleitoral e integrantes de entidades da sociedade civil.

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Entre os setores contemplados estão representantes da indústria, do comércio e da academia. Para Luciana, essa composição representa uma inovação em relação a modelos de transição restritos aos integrantes das gestões atual e futura. “A ideia é que a gente desenvolva trabalhos de forma colaborativa, cooperativa e transparente”, declarou.

Luciana ressaltou que a participação de diferentes setores pretende contribuir para um diagnóstico mais abrangente da administração estadual. Segundo ela, Cadu decidiu ampliar a representação da comissão para permitir maior integração entre as áreas envolvidas na preparação do próximo governo.

A existência de uma transição formal, mesmo entre governadores do mesmo partido, foi defendida pela controladora como uma exigência institucional necessária à continuidade dos serviços públicos. Ela lembrou que o procedimento está previsto na legislação estadual e que o objetivo é impedir que a substituição dos gestores provoque interrupções no atendimento à população.

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Diagnóstico será dividido em sete eixos

O trabalho da comissão será organizado em sete grandes eixos estratégicos. Luciana explicou que o levantamento envolverá a situação fiscal do Estado, sua capacidade administrativa, o patrimônio público, o quadro de pessoal, os projetos estruturantes e as ações de eficiência administrativa e desenvolvimento econômico.

A controladora acrescentou que um dos eixos será dedicado especificamente à eficiência da administração pública e ao desenvolvimento. Segundo ela, essa preocupação está relacionada às prioridades apresentadas por Cadu durante a campanha eleitoral, especialmente a ampliação dos investimentos e a geração de emprego e renda.

O diagnóstico deverá permitir que o governador eleito conheça as condições em que receberá a máquina pública e organize as primeiras medidas de sua administração. A análise das obras em andamento terá importância para identificar projetos que exigirão continuidade orçamentária e administrativa.

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