O Partido Liberal (PL) deve se reunir na quarta-feira 4 de novembro para decidir sobre uma candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado. A expectativa é que o parlamentar anuncie, depois do encontro, se entrará na disputa pelo comando da Casa.
Parte da oposição defende um acordo entre Marinho e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), também cotada para concorrer. O grupo busca evitar a divisão dos votos contrários à reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

As discussões envolvem a possibilidade de escolher o nome com maior capacidade de conquistar apoio em outras bancadas. Para os defensores de uma candidatura única, a articulação precisa alcançar também parlamentares que não fazem oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Alcolumbre recebeu sinalizações favoráveis de MDB, PSD e PT. Na terça-feira 27, União Brasil e PP anunciaram apoio à sua permanência no cargo.
Tereza Cristina reagiu à posição de seu partido ressaltando que a escolha cabe aos senadores. Ela pode disputar a presidência mesmo sem o respaldo da direção do PP.
A composição do Senado a partir de fevereiro de 2027 prevê o PL como a maior bancada, com 29 parlamentares. Para eleger o presidente da Casa, são necessários 41 votos entre os 81 senadores.
Os cinco partidos que sinalizaram apoio a Alcolumbre terão, juntos, 33 integrantes: dez do PT, oito do MDB, seis do PP, cinco do União Brasil e quatro do PSD. A soma fica oito votos abaixo do mínimo necessário para vencer a eleição.
O apoio das direções partidárias não assegura o voto de todos os integrantes das bancadas. A votação é secreta, e cada senador pode escolher um candidato diferente daquele indicado por sua legenda.
A eleição para a presidência do Senado está prevista para 1º de fevereiro de 2027, em Brasília.