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Articulação

Cadu defende diálogo com diferentes partidos para ampliar base na Assembleia

Governador eleito afirma ter apoio de dez parlamentares e prevê espaço para aliados no secretariado; eleição da Mesa Diretora será discutida depois
Agora RN
28/10/2026 | 15:31

O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), afirmou que pretende reunir 16 dos 24 deputados estaduais em sua base na Assembleia Legislativa e que conversa até com integrantes do PL. Segundo ele, a ampliação do grupo busca dar sustentação às propostas do futuro governo.

“Eu tenho conversado com todo mundo que tem interesse de formar a nossa base, independentemente de partido, até do PL”, declarou. Cadu disse que o diálogo com adversários não altera suas posições políticas. “Eu não abro mão das minhas convicções, do que me trouxe até aqui. A gente tem que conversar com todo mundo.”

Cadu Xavier, de camisa clara, fala a jornalistas ao lado de Fátima Bezerra, diante de um cartaz de campanha
Cadu Xavier fala a jornalistas ao lado de Fátima Bezerra após o segundo turno — Foto: José Aldenir

O governador eleito afirmou contar inicialmente com dez deputados: sete da federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, e três do PSDB. Para alcançar a meta, precisará atrair outros seis parlamentares.

“Eu quero ter 16 deputados e deputadas na nossa base. Eu acho que é o número que permite fazer emendas à Constituição”, afirmou. Cadu relacionou a busca por uma maioria maior às dificuldades enfrentadas pela governadora Fátima Bezerra (PT), citando votações com placares de 13 a 11 e empates de 12 a 12.

O PL, que lançou o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias ao governo, elegeu sete deputados estaduais. A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, conquistou seis cadeiras, e o MDB ficou com uma. Essas três siglas apoiaram o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa estadual.

A ampliação da base deverá ter reflexos na composição do secretariado. Cadu afirmou que pretende abrir espaço para indicações de deputados e lideranças que integrarem o grupo governista.

“A gente vai ter que ter uma participação no governo de forma mais ampla”, declarou. O governador eleito condicionou as escolhas à honestidade, ao preparo técnico e à sensibilidade social dos indicados.

“Eu não abro mão do perfil dos secretários serem pessoas honestas. Essa pauta foi muito presente na campanha e é compromisso de vida meu e da governadora”, afirmou. Cadu não anunciou convites nem confirmou a permanência de integrantes da atual equipe.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), foi citado entre as lideranças que poderão apresentar sugestões de nomes. Ele apoiou Cadu na reta final da campanha e participou da aproximação com lideranças municipais.

“Ezequiel foi importante nesse processo da nossa eleição”, disse o governador eleito. Cadu também mencionou os apoios do ex-vice-governador Fábio Dantas (PSDB) e da deputada estadual Cristiane Dantas (PSDB).

O apoio recebido durante a campanha, segundo Cadu, não define a posição do futuro governo sobre a eleição para a presidência da Assembleia. Ele afirmou que a escolha cabe aos deputados, embora o Executivo tenha interesse nas negociações.

“Essa pauta da eleição legislativa é uma pauta deles, dos parlamentares”, declarou. “Claro que nós temos interesse. A gente quer a governabilidade.”

Cadu disse que a prioridade é formar a base antes de discutir a composição da Mesa Diretora, responsável pela condução dos trabalhos da Assembleia. “Essa pauta de presidência é uma pauta que vai ser discutida no tempo certo pelos parlamentares”, afirmou.

Ao ser questionado sobre o relacionamento com prefeitos, candidatos e lideranças que se afastaram do grupo governista durante as eleições, Cadu defendeu a retomada do diálogo. “Passou a página. Página virada. A eleição acabou”, declarou. “Página virada. Vamos trabalhar pelo povo. Palanques desarmados.”

O governador eleito também rejeitou antecipar as discussões sobre a eleição municipal de 2028. “Acabou de terminar uma eleição. Como é que a gente já vai começar a falar em 2028?”, questionou.

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