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Oposição

‘Manutenção do mal que nos governa vai custar muito caro’, diz Coronel Azevedo

Deputado lamenta resultado eleitoral e continuidade do PT nos governos estadual e federal; em pronunciamento na Assembleia, critica serviços públicos e defende mobilização da oposição
Agora RN
27/10/2026 | 21:38

O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) criticou nesta terça-feira 27 o resultado das eleições e afirmou que a continuidade do PT nos governos do Rio Grande do Norte e do Brasil terá consequências negativas para a população. Em pronunciamento na Assembleia Legislativa, o parlamentar lamentou a vitória de Cadu de Lula (PT), eleito sucessor da governadora Fátima Bezerra (PT), e a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A manutenção do mal que nos governa vai custar muito caro para toda a sociedade”, declarou o deputado, que recebeu 105.403 votos, a maior votação da história do RN para o cargo.

Coronel Azevedo, de terno verde e óculos, fala ao microfone sentado à mesa na Assembleia Legislativa do RN
Deputado estadual do PL foi o mais votado para a Assembleia Legislativa e recebeu apoio de mais de 105 mil eleitores — Foto: João Gilberto/ALRN

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Azevedo afirmou que a eleição representava uma possibilidade de mudança nas duas administrações e agradeceu aos eleitores que participaram da mobilização oposicionista. “O meu pronunciamento é para agradecer a todos os norte-rio-grandenses que se empenharam ao nosso lado para mudar a situação difícil pela qual passa o nosso Estado e o nosso país”, disse. O deputado ponderou, contudo, que o desfecho das urnas frustrou essa expectativa. “Infelizmente, o resultado da eleição não foi o que nós pretendíamos. Uma pena.”

No Rio Grande do Norte, Cadu venceu o segundo turno de domingo 25 com 1.073.024 votos, equivalentes a 50,77% dos válidos, contra 1.040.399 de Allyson Bezerra (União), ou 49,23%. A diferença foi de 32.625 votos. O resultado assegurou a permanência do PT no Executivo estadual após os dois mandatos de Fátima Bezerra. Na disputa presidencial, Lula recebeu 51,79% dos votos válidos e derrotou Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 48,21%, conquistando seu quarto mandato. Azevedo apoiou tanto Allyson quanto Flávio.

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Ao comentar a continuidade das gestões petistas, Azevedo sustentou que os eleitores perderam a oportunidade de experimentar outro projeto político. “O Rio Grande do Norte e o Brasil perderam uma oportunidade de saborear a alternância de poder e a perspectiva de dias diferentes, mais iluminados e menos sombrios”, afirmou.

Críticas à saúde, à segurança e à educação

O parlamentar associou sua avaliação do resultado eleitoral às dificuldades dos serviços públicos. O parlamentar fez críticas à assistência à saúde, à segurança e à qualidade do ensino. “Centenas agonizam sem saúde pública. Milhares choram com medo das facções. Uma geração inteira está condenada pelas falhas recorrentes na qualidade do ensino público”, declarou.

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Na área econômica, Azevedo também atribuiu ao governo federal a responsabilidade por um cenário que considera desfavorável. Ao mencionar o comportamento do mercado financeiro após a eleição, atacou a condução da economia e as viagens internacionais do presidente. “Um desgoverno operado por um irresponsável com a economia que percorre o mundo em viagens luxuosas enquanto o País empobrece”, afirmou.

Apesar da insatisfação com o resultado, o deputado defendeu que seus apoiadores mantenham a atuação política. “Apesar de todas as dificuldades que nos cabe enfrentar, não cabe cruzar os braços ou reclamar da vida”, disse. Em seguida, reforçou o discurso de continuidade da oposição: “Somos experimentados na luta. Entendemos o esforço necessário para fazer o bem porque sabemos que o mal existe. Já o combatemos antes e vamos continuar combatendo agora.”

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Ao encerrar, Azevedo dirigiu uma mensagem aos segmentos que identifica com sua atuação parlamentar, recorrendo a referências patrióticas e religiosas. “Para nós, patriotas, cristãos, desistir nunca será uma opção”, declarou. “Vamos em frente sem parar, sem nos precipitar, sem retroceder.”