O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira 7, que as mudanças na Constituição que pretende propor incluem redução da maioridade penal e reforma do Judiciário. O candidato à Presidência disse que respeitará o texto constitucional e explicou que as alterações serão encaminhadas por propostas de emenda à Constituição (PECs).
A explicação ocorreu após a repercussão da declaração sobre usar a maioria de direita no Congresso para alterar a Constituição e “redemocratizar” o Brasil. Flávio também citou ajustes na reforma tributária e fim da reeleição entre suas prioridades.

Em entrevista após encontro com integrantes do União Brasil e do PP, o senador rejeitou especulações de que uma eventual maioria parlamentar seria usada para promover uma ruptura institucional. Apresentou as mudanças por PECs como parte de sua agenda de governo.
Flávio Bolsonaro falou em mudar Constituição em Goiânia
Na terça-feira 6, durante encontro em Goiânia com o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), Flávio afirmou que as eleições haviam formado um Congresso mais à direita. Associou essa composição à possibilidade de escolher os presidentes da Câmara e do Senado e promover mudanças constitucionais.
O candidato usou a expressão “redemocratizar” ao defender as alterações. Caiado declarou apoio ao senador na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O PL elegeu 121 deputados federais e 28 senadores. Apesar de liderar as bancadas, a legenda dependerá de outras forças políticas para aprovar sua agenda.
Defesa da Constituição veio acompanhada de críticas a Lula
Questionado sobre a situação democrática do país, Flávio perguntou se o Brasil vive uma democracia plena. Também atribuiu a Lula uma ameaça à democracia e alegou aproximação indevida entre o Executivo e o Supremo Tribunal Federal. As acusações são do candidato.
Flávio avaliou ainda que uma eventual reeleição de Lula seria incompatível com o Congresso eleito. Para ele, a composição do Legislativo favorece sua candidatura.
A federação formada por União Brasil e PP anunciou apoio a Flávio no segundo turno.
Flávio e Lula disputam a eleição presidencial em 25 de outubro.