O curta-metragem potiguar “Mariposa”, dirigido por Alexandre Américo e Pedro Vitor, foi premiado na 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A produção recebeu o Prêmio Zózimo Bulbul de Melhor Curta e uma menção honrosa do júri oficial da Mostra Competitiva Nacional de Curtas.
Os vencedores foram anunciados no sábado 19, no Cine Brasília. “Mariposa” integrou a seleção de 12 curtas da Mostra Competitiva Nacional, escolhidos entre quase 2 mil obras inscritas no festival.

O Prêmio Zózimo Bulbul é concedido por um júri indicado pelo Centro Afrocarioca de Cinema e pela Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (APAN). A premiação reconhece produções que contribuem para a valorização da presença, das narrativas e das perspectivas negras no cinema brasileiro.
Segundo a avaliação do júri, “Mariposa” se destacou pela criação de signos e significados próprios a partir de um território ancestral e pelo afastamento de estereótipos relacionados às representações da população negra.
O filme também recebeu uma menção honrosa do júri oficial da Mostra Competitiva Nacional. O reconhecimento destacou a articulação entre fotografia, montagem e som utilizada na obra para abordar a vivência e a resistência de um território.
“Mariposa” foi gravado nas dunas da praia de Santa Rita, em Extremoz, no Rio Grande do Norte. O filme tem 14 minutos, é produzido em preto e branco e aproxima temas como memória, rito, natureza e território.
A produção tem Mãe Bianca de Omolú no papel de Dona Zefa e Alexandre Américo como Oliveira. A obra surgiu a partir do encontro entre os diretores e da aproximação com elementos das encantarias, da Jurema Sagrada e das religiões de terreiro do Candomblé.
O curta foi produzido pela Torta Plataforma, com recursos da Lei Paulo Gustavo, e distribuído pela Ebó Filmes. A estreia ocorreu durante o próprio Festival de Brasília, realizado entre 11 e 19 de setembro de 2026.