A nona edição do Salão Dorian Gray de Arte Potiguar reúne obras de 150 artistas na Pinacoteca Potiguar, instalada no Palácio Potengi, na Cidade Alta, em Natal. Aberta em 31 de outubro, a exposição segue até 30 de dezembro, com entrada gratuita. Neste ano, o evento registrou 158 inscrições, o maior número de sua trajetória, e selecionou 90 artistas para a mostra competitiva. Outros 60 convidados também participam da programação.
Com o tema “Arte, Identidade, Memória e Inovação”, a exposição homenageia o programa Feito Potiguar, desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte, Sebrae RN. A iniciativa busca reconhecer produtos e serviços relacionados à identidade do estado, proposta que, no Salão, é abordada por meio de diferentes linguagens artísticas.

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A mostra está organizada em quatro eixos curatoriais: Território, Saberes, Memória e Subjetividades. As obras abordam aspectos da cultura potiguar, incluindo paisagens, práticas tradicionais, patrimônio, experiências individuais e coletivas e diferentes formas de expressão da sociedade.
No eixo Território, os trabalhos apresentam referências às cidades, ao litoral, ao sertão, à arquitetura e à natureza. Saberes reúne produções relacionadas aos ofícios tradicionais, à criação artesanal e aos conhecimentos transmitidos entre gerações. Memória contempla registros históricos, patrimônios e narrativas, enquanto Subjetividades aborda identidades, afetos e ancestralidades.
A curadoria é assinada por Manoel Onofre Neto e Dione Caldas. Segundo os responsáveis, a proposta é reunir artistas de diferentes linguagens e gerações, permitindo que a produção contemporânea dialogue com elementos históricos e culturais do Rio Grande do Norte.
A seleção dos 90 artistas da mostra competitiva foi realizada por uma comissão formada pela artista e curadora Dione Caldas, pelo professor do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Everardo Araújo Ramos, e pelo diretor de Marketing do Sebrae RN, Eduardo Viana.
Além dos selecionados, 60 artistas convidados integram a exposição sem concorrer aos prêmios. A participação reúne diferentes gerações da produção artística potiguar, incluindo nomes com trajetória no setor e artistas que buscam ampliar a circulação de seus trabalhos.
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A edição de 2026 prevê a distribuição de R$ 15 mil em premiações. Os três primeiros colocados da mostra competitiva recebem os Prêmios Aquisição Sebrae RN – Feito Potiguar, nos valores de R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil, respectivamente. A programação também contempla dez menções honrosas.
Outro reconhecimento previsto é o Prêmio Aquisição de Reconhecimento de Trajetória Artística, no valor de R$ 2,5 mil, concedido pelo mandato do deputado federal Benes Leocádio e pela Sociedade Amigos da Pinacoteca Potiguar. O artista contemplado é escolhido pela comissão de seleção.
Uma das novidades desta edição é a participação do público na escolha de uma obra premiada. Por meio de votação popular, os visitantes poderão selecionar um trabalho que receberá R$ 2,5 mil. O resultado será anunciado em dezembro, durante um evento integrado à programação do Salão. Para o diretor-superintendente do Sebrae RN, Zeca Melo, a parceria permite relacionar a produção artística ao reconhecimento da identidade cultural do estado.
“Ao aproximar tradição e contemporaneidade, saberes, inovação e memória, o Salão amplia o alcance do Feito Potiguar, reconhecendo na produção artística uma das expressões mais potentes da criatividade e da identidade do nosso Estado”, afirmou.
O deputado federal Benes Leocádio, apoiador da iniciativa, também relacionou a realização da mostra à preservação do patrimônio cultural. Segundo ele, “incentivar a cultura é preservar nossa identidade, fortalecer o sentimento de pertencimento e contribuir para a construção de um patrimônio que permanecerá para as próximas gerações”.
A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 8h às 16h, e aos sábados e domingos, das 9h às 16h, na Praça Sete de Setembro, na Cidade Alta. O acesso é gratuito.
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