A Prefeitura do Natal instalou na quarta-feira 4 um pluviômetro na Escola Municipal Ferreira Itajubá e elevou para 119 o número de equipamentos da Rede de Monitoramento Hidrológico e Climático da capital. A unidade é a 33ª da rede municipal de ensino a integrar o Projeto Mudanças Climáticas nas Escolas, que envolve cerca de 15 mil estudantes das quatro regiões administrativas da cidade. A meta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) é chegar a 150 equipamentos até o fim de 2026 e levar o projeto a todas as escolas municipais até o início do ano letivo de 2027.
A expansão ocorre num ano de chuvas acima da média em Natal. De janeiro a abril, a média acumulada na cidade foi de 841 milímetros, segundo a própria rede da Semurb, desenvolvida com o Geoma, grupo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Só em abril, choveu 416 milímetros, perto do dobro da média de 240,5 milímetros do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês. Em março de 2025, a Semurb contabilizava 41 pluviômetros na cidade e trabalhava com a meta de chegar a pelo menos 80 até o fim daquele ano.

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Nas escolas
Nas unidades participantes, alunos, professores e funcionários coletam todos os dias dados de chuva, temperatura e umidade. Os pluviômetros manuais medem o volume de chuva acumulado, e os termohigrômetros registram a temperatura e a umidade relativa do ar. Parte das escolas foi escolhida por estar nas bacias de drenagem de lagoas urbanas de captação, e os dados produzidos ali ajudam a compor uma base municipal de informações. O projeto é coordenado pela Semurb em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME) e inclui visitas técnicas, palestras e demonstrações do funcionamento dos equipamentos.
A atividade, segundo a Semurb, contribui para o letramento científico, a compreensão do microclima e a conscientização sobre eventos extremos e ilhas de calor. Na Ferreira Itajubá, a equipe da secretaria levou uma estação micrometeorológica para a aula de instrumentação. Segundo a secretaria, os registros feitos nas escolas ajudam a acompanhar a distribuição das chuvas e as condições climáticas em diferentes áreas de Natal, além de apoiar o monitoramento de eventos extremos de precipitação.
“Durante a atividade, a nossa equipe apresentou uma aula sobre instrumentação meteorológica, utilizando uma estação micrometeorológica para demonstrar, na prática, como são coletados os dados do tempo”, explicou o coordenador da Rede de Monitoramento, Carlos da Hora. “Os alunos compreenderam a importância do monitoramento hidrológico e climático para a cidade. A participação transforma o monitoramento em uma experiência concreta de aprendizagem”, afirmou.
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A rede
A Rede de Monitoramento Hidrológico e Climático tem mais de 60 pontos distribuídos pelas quatro regiões administrativas de Natal. Os 119 equipamentos incluem pluviômetros manuais e automáticos, termohigrômetros, estações meteorológicas e sensores. Os dados permitem acompanhar chuva, temperatura, umidade e outras variáveis, e apoiam a emissão de avisos meteorológicos, o monitoramento de eventos extremos e a identificação de áreas mais vulneráveis a alagamentos e ondas de calor.
Próximos passos
Para chegar aos 150 equipamentos até dezembro, a Semurb prevê instalar mais duas estações micrometeorológicas e levar equipamentos a escolas ainda não atendidas. O projeto hoje alcança 40% das escolas da rede municipal, segundo a secretaria. Também estão nos planos a ampliação das atividades pedagógicas e a criação de um Núcleo de Educação Climática no Bosque das Mangueiras.
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