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Polícia Federal

PF age pela 2ª vez em 16 dias no RN contra abuso sexual infantil na internet

38ª fase da Operação Uiraçu cumpriu mandado em São Gonçalo na quinta 27; em 11 de agosto, alvo foi endereço em Natal
Agora RN
28/08/2026 | 10:58

A Polícia Federal voltou às ruas do Rio Grande do Norte na quinta-feira 27 para a 38ª fase da Operação Uiraçu, que investiga crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes praticados no ambiente virtual. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em endereço de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, com a coleta de dispositivos eletrônicos e outros materiais de interesse da apuração — a corporação não divulgou a identidade da pessoa investigada, como registrou o O Correio de Hoje na edição desta quinta-feira 27.

Foi a segunda batida da mesma operação no Estado em 16 dias. Em 11 de agosto, a 37ª fase cumpriu mandado em Natal, também contra o compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil na internet, conforme a nota oficial da Polícia Federal. A sequência mostra o Rio Grande do Norte como alvo recorrente da série: a Uiraçu já havia passado pelo Estado em setembro de 2025, com buscas por crimes de abuso infantil, e em outubro do mesmo ano, em nova etapa de combate ao abuso sexual de crianças.

Viatura da Polícia Federal estacionada, com o brasão da corporação na porta.
Viatura da Polícia Federal: 38ª fase da Operação Uiraçu cumpriu mandado em São Gonçalo do Amarante na quinta 27, segunda ação da série no RN em 16 dias. Foto: José Aldenir

A operação também carrega uma mudança de vocabulário que a PF faz questão de explicar. Embora a palavra “pornografia” ainda conste do Estatuto da Criança e do Adolescente, a corporação adota as expressões preferidas pela comunidade internacional — “abuso sexual de crianças e adolescentes” e “violência sexual contra crianças e adolescentes”. A razão é de precisão: os materiais investigados não são “conteúdo”, são registros de situações reais de violência e exploração praticadas contra as vítimas, e tratá-los como produção audiovisual diluiria a natureza do crime.

Na prevenção, a orientação da PF é direta: pais e responsáveis devem acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes, manter diálogo aberto sobre segurança digital e orientar que qualquer contato, abordagem ou situação suspeita no ambiente virtual seja imediatamente comunicada a um adulto de confiança. Segundo a corporação, acompanhamento e conversa são as ferramentas com mais efeito na proteção de possíveis vítimas — antes que o caso vire mandado.