Três crânios humanos foram encontrados dentro de uma sacola carregada por um homem em uma unidade do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), em Porto Alegre. A ocorrência foi registrada nesta segunda-feira 24 e está sob investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
Os funcionários da unidade acionaram a polícia após perceberem que um paciente estaria com uma faca. Quando os agentes chegaram ao local, foram informados de que o objeto já havia sido retirado.

Durante o atendimento, os policiais souberam que o homem também levava uma sacola com três crânios. O material foi recolhido, assim como a faca localizada na ocorrência.
O paciente foi encaminhado para um hospital e permaneceu internado. A polícia não informou se ele prestou depoimento nem divulgou detalhes sobre seu estado de saúde.
A faca e os crânios foram levados para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Taquara. A investigação deverá esclarecer de onde vieram os restos humanos e como chegaram até o homem.
Crânios passarão por exames
Os três crânios deverão ser submetidos a exames periciais e a mapeamento genético. Os procedimentos podem ajudar a estimar características do material e buscar elementos para a identificação das pessoas às quais os restos pertenciam.
A confirmação da identidade depende da condição do material e da existência de dados que permitam uma comparação. Em casos envolvendo restos humanos, a perícia pode recorrer a informações antropológicas, odontológicas e genéticas, conforme as características preservadas.
Polícia apura violação de sepultura
Uma das hipóteses investigadas é que os crânios tenham sido retirados de sepulturas. Até o momento, no entanto, a Polícia Civil não confirmou a procedência do material nem informou se algum cemitério específico está relacionado ao caso.
A apuração considera a possível prática de violação de sepultura. O artigo 210 do Código Penal prevê pena de um a três anos de reclusão, além de multa, para quem violar ou profanar sepultura ou urna funerária.
O enquadramento definitivo dependerá das provas reunidas. Primeiro, os investigadores precisam estabelecer a origem dos crânios, identificar quando foram retirados e esclarecer se houve participação de outras pessoas.
Internação não encerra a investigação
O fato de o homem ter sido atendido em uma unidade de saúde mental não determina, por si só, sua responsabilidade pelo episódio. A condição clínica e a investigação criminal são analisadas separadamente pelas autoridades responsáveis.
Enquanto ele permanece sob atendimento médico, a Polícia Civil seguirá com a análise da faca, dos restos humanos e das circunstâncias em que o material foi encontrado. Não foram divulgadas informações sobre prisões relacionadas ao caso.