O neto de Antônio Alves de Moraes, de 75 anos, confessou ter matado o avô, conhecido como Antônio Cabeludo, na zona rural de João Câmara, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Norte. A vítima estava desaparecida desde sábado 15 e foi encontrada morta na quinta-feira 20, no povoado Pedra d’Água.
De acordo com a investigação, o suspeito é neto do idoso, havia sido criado por ele desde a infância e morava na mesma residência. O homem foi localizado na casa da mãe, que é filha da vítima, e conduzido à delegacia.

Neto relatou disparo contra o avô
Na delegacia, o homem confessou o crime, conforme a Polícia Civil. Em depoimento, ele afirmou que utilizou uma espingarda calibre .32 pertencente ao avô e efetuou um disparo contra a nuca da vítima, que estaria sentada na cama.
A versão apresentada pelo suspeito ainda será confrontada com os demais elementos reunidos no inquérito, incluindo os exames periciais. A confissão, por si só, não encerra a investigação nem substitui a análise das provas.
Corpo teria sido enterrado após o crime
Segundo o relato divulgado pela polícia, depois do disparo, o suspeito enterrou o corpo do avô e ateou fogo na cama utilizada pela vítima. Antônio Cabeludo permaneceu desaparecido por cinco dias, até a localização do corpo na propriedade rural.
As apurações iniciais indicam que a motivação estaria relacionada ao interesse do neto em obter dinheiro para comprar um carro. A vítima, no entanto, não teria recursos para atender ao pedido. A possível motivação ainda será esclarecida ao longo da investigação.
O caso ocorre poucos dias depois de outro idoso ter sido morto a tiros dentro de casa, desta vez na Praia do Meio, em Natal. As ocorrências não têm relação conhecida entre si.
Prisão ocorreu por arma e ocultação de cadáver
A Polícia Civil informou que o homicídio ocorreu no sábado 15. Como não houve prisão no momento do crime ou logo depois, o homem não foi autuado em flagrante pelo assassinato.
Durante as diligências, os policiais localizaram na residência do suspeito a arma que teria sido utilizada no crime. Ele foi autuado por posse irregular de arma de fogo e ocultação de cadáver e permaneceu preso à disposição da Justiça.
O inquérito prossegue para esclarecer integralmente as circunstâncias da morte e definir a responsabilização pelo homicídio. Informações que possam contribuir com investigações da Polícia Civil no Rio Grande do Norte podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.