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Flávio Bolsonaro

Flávio critica proibição de visita no Dia dos Pais e divulga carta chorando

Senador classificou como “desumana” decisão de Alexandre de Moraes que impediu encontro com Jair Bolsonaro neste domingo
Por O Correio de Hoje
10/08/2026 | 15:48

Impedido de visitar Jair Bolsonaro no Dia dos Pais, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “desumana” a restrição determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A crítica foi feita em uma carta escrita ao ex-presidente neste sábado 8 e lida por Flávio, em meio a lágrimas, em um vídeo publicado nas redes sociais. Ele chora na gravação.

Moraes rejeitou o pedido para que Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro visitassem o pai neste domingo 9. A defesa havia solicitado uma autorização excepcional para o encontro, sob o argumento de seu “caráter estritamente humanitário e familiar”. O ministro respondeu que as visitas de parentes estão suspensas desde 17 de julho.

Homem escreve à mão em uma folha de papel enquanto está sentado à mesa
Senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, publicou vídeo no Instagram - Foto: Instagram / Reprodução

“Proibir um filho de visitar um pai, ou o pai de dar um abraço nos filhos, no Dia dos Pais é desumano, é insano, é injusto, é triste…”, escreveu Flávio. “Tô com saudade de ouvir sua voz, sua risada, suas piadas sem graça. Mas não tem mal que dure pra sempre. Deus só está nos capacitando para algo muito maior em nossas vidas!”, acrescentou.

Flávio está proibido de visitar o pai por 90 dias desde que leu publicamente, em 11 de julho, uma carta escrita pelo ex-presidente e anunciou que o conteúdo seria divulgado nas redes sociais. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e não pode utilizar celular, internet ou redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. Para Moraes, a divulgação do documento desrespeitou essas medidas.

Em 17 de julho, o ministro manteve a proibição aplicada ao senador e suspendeu por 30 dias as visitas dos demais familiares. Durante esse período, apenas advogados, médicos e fisioterapeutas podem ter contato com o ex-presidente. Flávio, que também é advogado e havia ingressado na defesa do pai, possuía acesso livre antes da decisão. O veto de 90 dias terminará somente depois do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para 4 de outubro.

Na carta, o senador relatou que recebe informações sobre a saúde e o estado emocional de Bolsonaro por intermédio dos outros advogados. “Fico sabendo pelos outros advogados como está sua saúde e seu humor, pergunto todos os dias, sem falta. Hoje me disseram que estavam sem saber ainda, porque sábado não tem visita de advogados. Então fiz minha oração pedindo a Deus que estivesse bem, como faço várias vezes ao dia”, afirmou.

Flávio também tratou da campanha presidencial e disse ter conseguido formar palanques em quase todos os Estados ao lado de Rogério Marinho, apesar da resistência dos partidos do Centrão em aderir oficialmente à candidatura. O senador chegou às convenções com uma chapa restrita ao PL.

“Quanto à caminhada, estamos indo bem! Junto com o [Rogério] Marinho conseguimos fechar bons palanques em quase todos os estados. Mesmo de os partidos de centro não terem vindo formalmente nos apoiar, as principais lideranças de todos eles estão com a gente!”, escreveu.

Ao ex-presidente, Flávio afirmou ainda que aceitou disputar a Presidência como uma missão recebida diretamente do pai. “Quando recebi o seu manto e aceitei a missão de disputar a Presidência do Brasil em seu nome, você sabe que só fui porque tenho certeza que é projeto de Deus pro nosso Brasil, e somos apenas instrumentos usados por Ele para isso”, declarou.