BUSCAR
BUSCAR
Vôlei

Brasil volta a ser vice na Liga das Nações

Seleção feminina sofre derrota por 3 sets a 1 em Macau e chega ao quinto segundo lugar na história da competição
Por O Correio de Hoje
27/07/2026 | 17:17

A seleção brasileira feminina de vôlei voltou a esbarrar na busca pelo título inédito da Liga das Nações (VNL). Neste domingo 25, em Macau, na China, o Brasil foi derrotado pela Turquia por 3 sets a 1, com parciais de 23/25, 25/23, 26/24 e 25/21, e ficou com o vice-campeonato da competição pela quinta vez. O resultado amplia um histórico de decisões frustradas para a equipe comandada por José Roberto Guimarães, que já havia terminado na segunda colocação nas finais de 2019, 2021, 2022 e 2025.

O Brasil iniciou a partida em alto nível e venceu o primeiro set apoiado na consistência do sistema defensivo e na eficiência de Ana Cristina e Júlia Bergmann no ataque. A partir da segunda parcial, porém, a Turquia elevou o aproveitamento ofensivo, liderada pela oposta Melissa Vargas. A equipe europeia conseguiu neutralizar o bloqueio brasileiro, virou o confronto e administrou a vantagem nos momentos decisivos, fechando o jogo em quatro sets e conquistando seu segundo título da Liga das Nações. Vargas terminou a decisão como principal pontuadora e foi eleita a melhor jogadora (MVP) da competição.

Roberta vôlei Copia
Seleção sofre virada da Turquia na decisão, por 3 sets a 1, e fica com a prata - Foto: divulgação / fivb

A campanha brasileira ocorreu em meio a dificuldades para a comissão técnica. A seleção disputou praticamente toda a competição sem a capitã Gabi Guimarães, afastada por problemas na lombar. Durante o torneio, também perdeu Júlia Kudiess e Tainara por lesão, além de não contar com a líbero Nyeme em parte da competição. As ausências abriram espaço para atletas mais jovens, como Marcelle e Luzia, que ganharam protagonismo nas fases decisivas e contribuíram para a chegada do Brasil à final.

Após a derrota, José Roberto Guimarães avaliou que o desempenho da equipe ao longo da competição deixou um saldo positivo, apesar da frustração pelo resultado da decisão. O treinador ressaltou o amadurecimento de jogadoras que disputaram pela primeira vez partidas de alto nível e considerou que a renovação do grupo fortalece o planejamento para o ciclo olímpico de Los Angeles-2028. A oposta Rosamaria também destacou que a experiência acumulada pelas atletas mais jovens tende a contribuir para a evolução da seleção nas próximas competições internacionais.

A medalha de prata mantém o Brasil entre as principais forças do voleibol feminino mundial, mas também prolonga um jejum que já dura desde 2017 em competições intercontinentais. O título da Liga das Nações segue como uma das poucas conquistas de expressão que ainda faltam ao currículo da seleção feminina. Encerrada a VNL, a comissão técnica passa a concentrar o trabalho na preparação para o Campeonato Mundial e para a sequência do ciclo olímpico, apostando na combinação entre atletas experientes e uma nova geração que ganhou espaço ao longo da temporada.