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Política

Valdemar diz que Bolsonaro “sara” se for solto: “Sai de lá pulando”

Presidente nacional do PL disse que situação atual tem afetado o estado de saúde do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar desde março
Redação
08/07/2026 | 17:44

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira 8 que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria uma melhora imediata no estado de saúde caso fosse liberado da prisão.

A declaração foi dada durante entrevista à imprensa após um evento da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo. Segundo Valdemar, as condições enfrentadas por Bolsonaro têm contribuído para o agravamento de problemas de saúde.

Valdemar Costa Neto Presidente Nacional do PL (16)
aldemar Costa Neto, presidente nacional do PL, afirmou que Jair Bolsonaro melhoraria da saúde caso deixasse a prisão domiciliar Foto: José Aldenir

“Ele sara na hora [se for solto]. Sai de lá pulando. É difícil para ele passar o que está passando”, afirmou o dirigente partidário.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março deste ano, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para recuperação de um quadro de broncopneumonia. O ex-presidente foi condenado pela Corte a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Na avaliação de Valdemar, além da prisão e das questões médicas, a crise envolvendo integrantes da família Bolsonaro também tem aumentado a pressão sobre o ex-presidente. O dirigente citou o conflito entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Ele está com a saúde complicada por causa da situação que ele está. É difícil para o camarada sustentar isso”, declarou.

Valdemar defende união dentro do PL

Durante a entrevista, o presidente do PL também falou sobre a necessidade de aproximação entre lideranças do partido e familiares de Bolsonaro.

Valdemar afirmou que trabalha para melhorar a relação entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro antes da convenção nacional da legenda, que deve oficializar a candidatura do senador à Presidência.

Segundo ele, a união do grupo será importante para o desempenho eleitoral do partido. O dirigente classificou Michelle como uma pessoa “especial” e defendeu diálogo entre os integrantes da legenda.