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Copa do Mundo 2026

Scaloni cita Brasil e pede cautela

Técnico argentino afirmou que equilíbrio do Mundial exige cautela e disse que resultado diante da Noruega poderia ter sido diferente se Endrick tivesse convertido chance de gol.
Por O Correio de Hoje
07/07/2026 | 13:30

O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, afirmou nesta terça-feira 7 que a eliminação do Brasil para a Noruega e a atuação irregular de sua equipe diante de Cabo Verde serviram como alerta para o confronto contra o Egito, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista coletiva antes da partida, o treinador disse que o equilíbrio da competição exige cautela e descartou qualquer favoritismo diante dos africanos.

Scaloni citou diretamente o jogo da seleção brasileira para exemplificar como pequenos detalhes podem definir uma classificação. “Não assisti ao jogo inteiro contra o Brasil. Se o Endrick tivesse marcado, estaríamos falando de outra coisa hoje. Isso pode acontecer com a maioria das equipes. Além disso, a Noruega é uma grande adversária. Estamos em alerta após o que aconteceu em Cabo Verde, e o Egito é uma grande equipe”, afirmou o treinador.

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Técnico argentino diz que eliminação brasileira reforça o critério de atenção - Foto: reprodução / instagram

A Argentina entrou em campo às 13h em busca de uma vaga nas quartas de final. Quem avançar enfrentará o vencedor do duelo entre Suíça e Colômbia, marcado para as 17h. Na outra chave já definida, a Bélgica enfrentará a Espanha após eliminar os Estados Unidos por 4 a 1, enquanto os espanhóis superaram Portugal por 1 a 0. A derrota portuguesa marcou a despedida de Cristiano Ronaldo das Copas do Mundo, aos 41 anos, em sua sexta participação no torneio.

A classificação belga, entretanto, foi ofuscada pela controvérsia envolvendo o atacante Folarin Balogun. Expulso na vitória sobre a Bósnia, o jogador foi liberado para atuar após a Fifa suspender a aplicação imediata da punição com base no artigo 27 de seu Código Disciplinar. A revisão ocorreu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter solicitado ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que o caso fosse reavaliado. A entidade afirmou que seu comitê disciplinar atua de forma independente e que o regulamento prevê a suspensão da execução de determinadas sanções em caráter probatório.

O episódio provocou reações de federações nacionais e organismos europeus, que questionaram a interpretação das regras e cobraram esclarecimentos sobre uma possível interferência política no processo disciplinar. A Confederação Brasileira de Futebol também se manifestou para defender o árbitro brasileiro Raphael Claus, alvo de críticas de Trump baseadas em informações falsas sobre uma suposta investigação por manipulação de resultados. A entidade afirmou que Claus possui trajetória reconhecida internacionalmente pela excelência técnica e conduta ética, enquanto a comissão de arbitragem da Confederação Sul-Americana de Futebol reiterou sua confiança no profissional. A repercussão abriu espaço para novos pedidos de revisão disciplinar, entre eles o do zagueiro inglês Jarell Quansah e do cartão amarelo recebido pelo francês Michael Olise, ampliando o debate sobre os critérios adotados pela Fifa durante o Mundial.