BUSCAR
BUSCAR
Eleições 2026

Valdemar admite possível desistência de Michelle ao Senado

Produção da Netflix estrelada pelo ator Sam Worthington acompanha pai condenado pelo assassinato do filho que descobre indícios de que a criança pode estar viva
Por O Correio de Hoje
03/07/2026 | 14:49

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira 2 que já considera a possibilidade de Michelle Bolsonaro não disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. A avaliação foi feita dois dias após uma reunião em que o dirigente tentou convencer a ex-primeira-dama a manter a pré-candidatura.

Segundo Valdemar, Michelle demonstrou estar decidida a se afastar da disputa. Diante desse cenário, o partido começou a avaliar outros nomes para ocupar o espaço na chapa.

Valdemar e Michelle
Presidente do PL, Valdemar Costa Neto, com ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro - Foto: Instagram / Reprodução

“Não acredito que será candidata. Ela estava muito determinada e me disse que não deve ser candidata ao Senado”, afirmou Valdemar ao jornal O Globo.

A conversa entre os dois ocorreu na terça-feira 30, na residência do presidente do PL. Na ocasião, Valdemar tentou convencer Michelle a seguir na corrida pelo Senado, permanecer no comando do PL Mulher e comparecer a uma reunião organizada pela pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro com foco no eleitorado feminino.

A ex-primeira-dama, porém, rejeitou os três pedidos. Ela afirmou estar cansada da política, reclamou da falta de participação nas principais decisões partidárias e indicou que a crise com o enteado pesou na reavaliação de seu envolvimento com a campanha eleitoral.

Com a eventual saída de Michelle da disputa, Valdemar passou a mencionar publicamente possíveis substitutos.

“Temos a Bia (Kicis) e o Izalci (Lucas)”, declarou.

Os nomes citados são os da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e do senador Izalci Lucas (PL-DF). Entre integrantes da pré-campanha de Flávio, Izalci já é visto como a alternativa mais natural caso Michelle confirme a decisão de não concorrer.

O senador vinha se movimentando para disputar o governo do Distrito Federal, mas perdeu espaço depois que o PL decidiu apoiar a candidatura da atual governadora, Celina Leão (PP).

Apesar de considerar pouco provável uma mudança de posição de Michelle em relação à eleição para o Senado, Valdemar afirmou que continuará trabalhando para mantê-la envolvida na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

“Precisamos da Michelle na campanha do Flávio. Ela é muito querida. Estaremos sempre juntos. Ela tem muito prestígio”, disse.

Na quarta-feira 1º, um dia após o encontro com a ex-primeira-dama, Valdemar recebeu Flávio Bolsonaro. A reunião ocorreu enquanto a direção do PL busca reduzir os impactos políticos do rompimento entre o senador e a madrasta. O presidente da legenda, no entanto, afirmou que a crise não esteve na pauta e que a conversa se concentrou na organização da estrutura da pré-campanha ao Palácio do Planalto.

Desde que tornou público o afastamento do enteado, Michelle deixou a presidência do PL Mulher e comunicou a aliados que não pretende apoiar a candidatura presidencial de Flávio. De acordo com interlocutores, ela também considera improvável uma reconciliação antes das eleições.

Mesmo diante desse quadro, Valdemar tenta evitar que a ex-primeira-dama se afaste definitivamente da campanha nacional. Para a direção do PL, Michelle continua sendo um dos principais ativos eleitorais da legenda junto às mulheres e ao público evangélico, segmentos considerados estratégicos para enfrentar a rejeição de Flávio Bolsonaro e ampliar a competitividade de sua candidatura à Presidência.