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Mundo

Trump acusa Irã por ataque em Ormuz

Presidente dos Estados Unidos afirma que embarcação foi atingida durante travessia e que forças americanas interceptaram outros três drones; Teerã ainda não confirmou a acusação
Por O Correio de Hoje
29/06/2026 | 14:47

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou, na última sexta-feira 26, o Irã de violar o acordo de cessar-fogo entre os dois países ao lançar drones de ataque contra embarcações que cruzavam o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo. Segundo Trump, ao menos quatro drones foram disparados, um deles atingiu um navio cargueiro e os outros três foram interceptados pelas forças americanas. Até o momento, as autoridades iranianas não confirmaram a acusação.

Em publicação na rede Truth Social, Trump classificou a ação como uma “violação tola” do entendimento firmado entre Washington e Teerã para reduzir as hostilidades na região.

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Trump disse que Irã voltou a violar acordo de paz com ataque de drones e disse que EUA podem retaliar a qualquer hora - Foto: Reprodução / internet

“A República Islâmica do Irã disparou pelo menos quatro drones de ataque contra navios que atravessavam o Estreito de Ormuz. Um dos drones atingiu em cheio o convés superior de um grande e fortíssimo navio de carga. Houve danos, mas o navio conseguiu seguir seu caminho. Nós derrubamos três outros drones. Obviamente, esta é uma violação tola do nosso acordo de cessar-fogo”, escreveu o presidente americano.

O episódio ocorre um dia após a Organização Marítima Internacional (OMI), agência da Organização das Nações Unidas responsável pela segurança da navegação, suspender temporariamente a operação criada para retirar embarcações retidas no Estreito de Ormuz. A decisão foi tomada depois que um porta-contêineres foi atingido por um projétil enquanto navegava próximo ao Golfo de Omã.

Segundo o secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, a interrupção da operação tem como objetivo reavaliar as garantias de segurança oferecidas às embarcações que transitam pela região.

“Fui informado hoje de um ataque contra uma embarcação que havia atravessado o Estreito de Ormuz. Esse navio não constava sob o quadro de evacuação da agência”, afirmou.

A iniciativa havia sido iniciada na terça-feira passada, 23, para permitir a saída de centenas de navios que permaneceram retidos durante o período de maior tensão militar.

A agência britânica de segurança marítima UKMTO confirmou que um porta-contêineres foi atingido por um projétil quando navegava a aproximadamente 13,9 quilômetros do porto de Dahit, em Omã. Posteriormente, a operadora da embarcação informou que o navio sofreu danos, mas a tripulação permaneceu em segurança e a viagem prosseguiu. Autoridades americanas atribuíram o ataque ao Irã, enquanto a autoria ainda não havia sido oficialmente confirmada por organismos internacionais.

Dados preliminares da OMI indicam que cerca de 57 navios, com aproximadamente 1.100 tripulantes, conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz entre terça-feira, 23, e quinta-feira, 25, utilizando rotas coordenadas entre Omã e autoridades internacionais. A suspensão da operação, contudo, amplia as incertezas sobre a retomada do fluxo marítimo em uma passagem por onde circula cerca de um quinto do petróleo comercializado mundialmente.

A tensão também aumentou após a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, vinculada ao Irã, afirmar que apenas embarcações que utilizarem as rotas autorizadas por Teerã terão garantia de passagem segura. Em comunicado divulgado na quinta-feira, 25, o órgão advertiu que proprietários, operadores e comandantes de navios que optarem por trajetos diferentes assumirão integralmente os riscos decorrentes da navegação.

O novo episódio reacende preocupações sobre a estabilidade da principal rota energética do planeta. Embora parte das exportações de petróleo tenha sido retomada após o anúncio do cessar-fogo, companhias marítimas seguem operando com cautela diante da possibilidade de novos incidentes. Analistas avaliam que qualquer interrupção prolongada no tráfego pelo Estreito de Ormuz poderá voltar a pressionar os preços internacionais do petróleo e elevar os custos globais de transporte marítimo.