A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) reforçou a agenda voltada à internacionalização da indústria ao reunir representantes da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e empresários para discutir mecanismos de ampliação das exportações e da inserção das empresas brasileiras no mercado global.
O encontro, realizado na última quinta-feira 25, na Casa da Indústria, em Natal, teve como foco o fortalecimento da competitividade da indústria nacional e a diversificação dos mercados de destino dos produtos brasileiros.

Promovida pela Comissão Temática de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Corimex), a reunião apresentou instrumentos disponíveis para apoiar empresas interessadas em iniciar ou ampliar operações internacionais. A agenda ocorre em um momento em que o setor industrial busca reduzir a concentração das exportações brasileiras em poucos mercados e ampliar a participação do País nas cadeias globais de valor.
Representando a ApexBrasil, o gestor do escritório Nordeste, Sérgio Ferreira, detalhou os programas oferecidos pela agência para fortalecer a presença de empresas brasileiras no exterior. Entre as iniciativas apresentadas estão ações de promoção comercial, participação em feiras internacionais, atração de investimentos e apoio técnico para ampliar a inserção das empresas em novos mercados.
Na sequência, a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, apresentou as prioridades da agenda de comércio exterior da indústria brasileira. Entre os temas discutidos estiveram a expansão da rede de acordos comerciais estratégicos, a redução de barreiras às exportações, o fortalecimento da competitividade da indústria nacional e a ampliação da integração do Brasil às cadeias internacionais de produção.
A executiva também destacou a necessidade de aprofundar a integração comercial do país por meio do fortalecimento do Mercosul, da aproximação com novos parceiros econômicos e do estímulo à inovação tecnológica como instrumento para ampliar a competitividade da produção nacional no mercado externo.
Para o presidente da Corimex, Silvio Bezerra, um dos principais desafios ainda é aproximar empresários, especialmente os de pequeno e médio porte, das ferramentas já disponíveis para apoiar o processo de internacionalização.
“Essas reuniões são sempre muito importantes porque temos instituições como a ApexBrasil, que se dedicam à promoção das exportações dos produtos nacionais. Muitas empresas, especialmente as pequenas e médias, ainda não conhecem as facilidades e o suporte que essas instituições podem oferecer. Um momento como este permite apresentar caminhos e alternativas que o empresário, muitas vezes, desconhece, e mostrar que é possível exportar seus produtos”, afirmou.
Segundo Bezerra, o Rio Grande do Norte ainda possui baixa participação relativa no comércio internacional quando comparado a outros estados brasileiros, cenário que evidencia espaço para expansão das exportações industriais.
“Os nossos números ainda são muito baixos quando comparados aos de outros Estados, o que mostra que temos um espaço enorme para avançar. O caminho é esse. A comissão existe para isso, e esperamos continuar prestando esse serviço e contribuindo para que mais empresas possam acessar o mercado internacional”, disse.
Além da ampliação das exportações, os participantes discutiram desafios estruturais que limitam a competitividade da indústria brasileira no exterior. Entre eles estão a reduzida participação do país nas exportações de produtos industrializados, a necessidade de ampliar acordos comerciais e de fortalecer políticas voltadas à inovação, produtividade e cooperação tecnológica.
A avaliação dos participantes é de que a combinação entre maior integração internacional, acesso a novos mercados e fortalecimento da capacidade competitiva das empresas será determinante para ampliar a presença da indústria brasileira no comércio global. Nesse contexto, entidades como ApexBrasil, CNI e Fiern buscam intensificar ações de orientação empresarial e promoção comercial para ampliar o número de companhias exportadoras, sobretudo entre micro, pequenas e médias empresas.