BUSCAR
BUSCAR
Política

Após operação da PF, líder do Governo Lula deverá deixar o cargo

Senador petista pretende comunicar decisão ao presidente Lula nos próximos dias; investigação apura suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e vantagens indevidas ligadas ao caso Banco Master
Por O Correio de Hoje
22/06/2026 | 14:45

O senador Jaques Wagner (PT-BA) deve anunciar nos próximos dias seu afastamento da liderança do governo no Senado após ter sido alvo da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e recebimento de vantagens indevidas relacionadas a pessoas e empresas ligadas ao antigo Banco Master. As informações são da CNN Brasil e do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A expectativa é que Wagner tenha uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda esta semana para comunicar a decisão. A avaliação de aliados é que sua permanência no cargo ampliaria o desgaste político tanto para o senador quanto para o governo federal, com reflexos potenciais sobre a campanha de reeleição de Lula.

Operação da PF e CGU na SESAP RN (30)
Operação da PF e CGU na SESAP RN (30)

A mudança de posição ocorreu após conversas com lideranças petistas da Bahia durante o fim de semana. Inicialmente resistente a deixar a função, Wagner teria sido convencido de que o afastamento seria o gesto político mais adequado diante da repercussão da investigação.

Auxiliares do presidente afirmam que um dos fatores que agravaram a situação foi o fato de o senador ter assegurado anteriormente a Lula que não havia elementos capazes de motivar uma operação policial contra ele. A divulgação das imagens do dinheiro apreendido pela Polícia Federal e as suspeitas envolvendo um apartamento de alto padrão em Salvador aumentaram a preocupação dentro do governo.

A investigação apura a suposta relação de Wagner com Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, personagem central das apurações ligadas ao caso Master. A Polícia Federal afirma ter encontrado indícios de benefícios econômicos recebidos pelo senador, direta ou indiretamente.

Jaques Wagner nega qualquer irregularidade.