O escritor, arquiteto, urbanista e engenheiro civil André Macedo está lançando o livro “Mediunidade de Transporte – A Mediunidade do Século”, obra em que aborda experiências pessoais, conceitos ligados à espiritualidade e reflexões sobre consciência, comportamento humano e saúde mental. O pré-lançamento acontecerá neste sábado 20, às 15h, no Lar de Seu Luiz, enquanto o lançamento oficial está previsto para 24 de setembro, durante o evento Renova 360, no Teatro Riachuelo, em Natal.
Em entrevista ao Jornal da Cidade, da 94 FM Natal, nesta quarta-feira 17, André explicou que a mediunidade é uma capacidade presente em todos os seres humanos.

“A mediunidade é uma faculdade, mas também pode considerar como um sentido a mais que a gente tem, que todos nós temos, todos os seres humanos.”
O autor definiu a mediunidade como uma forma ampliada de percepção.
“É como se fosse uma sensibilidade maior às coisas que estão ao nosso redor. É uma percepção um pouco mais aprofundada daquilo que nos circula, daquilo que a gente sente, das coisas que a gente sente no corpo”, afirmou.
Ainda de acordo com ele, a mediunidade pode contribuir para o desenvolvimento da consciência individual.
“Muitas vezes nós estamos desconectados com nossa espiritualidade, com nossos erros superiores, e a mediunidade é um caminho excelente, uma ponte maravilhosa para que a gente consiga chegar nessas questões que nos trazem vazios, que nos trazem algumas inquietações. A mediunidade é apenas um sentido a mais, além dos cinco que a gente já conhece.”
Ao ser questionado se todas as pessoas possuem algum grau de mediunidade, André Macedo respondeu que:
“Absolutamente todos nós temos mediunidade em níveis diferentes. Algumas pessoas são mais ostensivas, algumas pessoas sentem mais, são mais sensíveis, outras não.”
O conceito que dá nome ao livro ocupa parte central da obra. Segundo o escritor, a expressão “mediunidade de transporte” passou por uma transformação ao longo do tempo dentro da literatura espírita.
“Assim que o Espiritismo foi promulgado através de Allan Kardec, trouxe uma definição que é a mediunidade de transporte como aporte de coisas, como você trouxesse coisas do além para si. E esse tipo de mediunidade foi sendo escasso ao longo dos séculos, ao longo dos anos”, explicou.
Na interpretação apresentada pelo autor, o conceito atualmente está relacionado ao deslocamento de consciências.
“Hoje a mediunidade de transporte é vista como um resgate a almas, a entidades, ou pessoas, resgate a consciências, para que se transporte de um nível de consciência a outro.”
André Macedo afirmou que o livro reúne relatos pessoais e experiências vividas durante atendimentos espirituais.
“Essa é a definição que a gente traz no livro e explica alguns processos, alguns casos que aconteceram comigo e aconteceram, obviamente, ao longo da nossa trajetória como atendente, como médium, como hipnoterapeuta. A gente vê muita coisa em relação a essa transferência de consciência.”
O subtítulo da obra, “A Mediunidade do Século”, também está relacionado à visão do autor sobre o momento vivido pela humanidade.
“Porque a gente está vivendo, vamos dizer assim, os últimos minutos de uma transição planetária, de uma mudança de categoria de terra para uma terra mais regenerada. E nunca a terra precisou tanto de pessoas conscientes.”
Segundo ele, a proposta do livro é estimular reflexões sobre presença e consciência. Durante a entrevista, o autor também associou o tema da mediunidade a questões contemporâneas, como o uso excessivo de telas, ansiedade e dificuldades de concentração.
“A gente está em uma espécie de latência, a qual a gente fica meio que no automático, nas telas, o tempo todo, saindo da realidade, nos tirando do nosso corpo, diminuindo a nossa percepção das coisas que estão circulando ao nosso redor”, afirmou.
Ele acrescentou que esse cenário pode estar relacionado a diferentes manifestações emocionais e comportamentais. André ressaltou, entretanto, que não defende a substituição de tratamentos convencionais. Estudante de Psicologia, ele afirmou que a formação acadêmica passou a integrar o processo de elaboração da obra.
“E a espiritualidade disse para mim: você precisa estudar sobre a psique humana para finalizar o livro.”
Ao abordar a relação entre espiritualidade e ciência, o escritor afirmou que o conteúdo não é direcionado apenas a praticantes de religiões ou correntes espiritualistas.
“Eu venho falando que o livro não é só para religiosos. Mas para todo mundo que quer entender um pouquinho das coisas que se passam no próprio corpo”, disse.
Ele afirmou que um dos objetivos da publicação é ampliar o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento.
“Hoje o nosso desafio é fazer esse link entre a psicologia, a psiquiatria, o behaviorismo, os comportamentos, e essas sensibilidades a mais que estão aí para que a gente consiga colocar uma lente em cima.”