O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta segunda-feira 15 de uma reunião bilateral com o presidente da França, Emmanuel Macron, às margens da Cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, no leste francês. O encontro ocorreu em um momento de intensificação das discussões internacionais sobre conflitos armados, comércio global, transição energética e segurança econômica.
Lula e Macron se reuniram antes do início das principais atividades da cúpula e foram vistos trocando cumprimentos e posando para fotografias oficiais. O presidente brasileiro esteve acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Após o encontro, Lula utilizou as redes sociais para agradecer ao líder francês pelo convite e destacar a participação brasileira no fórum internacional. “O Brasil retorna a este importante espaço de diálogo levando a voz do Sul Global e reafirmando seu compromisso com a paz, a defesa do multilateralismo, o desenvolvimento sustentável e a construção de um mundo mais justo”, afirmou o presidente.
Embora o Brasil não integre o G7, o país foi convidado pela França, anfitriã da reunião deste ano, para participar das discussões ao lado de outras nações consideradas estratégicas para temas globais. O grupo é formado por Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Canadá e Japão, economias que concentram parcela significativa do Produto Interno Bruto mundial.
A edição deste ano ocorre em um contexto de elevada tensão geopolítica. Entre os temas centrais da agenda estão os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, a reorganização das cadeias globais de suprimentos, a segurança energética e a busca por fontes alternativas de minerais críticos, insumos considerados fundamentais para a indústria tecnológica e para a transição energética.
Outro tema relevante nas discussões é a dependência global da produção chinesa de minerais estratégicos, questão que tem mobilizado governos e empresas em busca de fornecedores alternativos.
A presença de Lula ocorre em meio aos esforços do governo brasileiro para ampliar sua atuação diplomática em fóruns multilaterais e reforçar o papel do País nas negociações internacionais relacionadas ao clima, desenvolvimento sustentável e governança global.
Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, os discursos do presidente brasileiro durante a cúpula devem enfatizar a necessidade de fortalecimento das instituições multilaterais e incluir críticas a medidas consideradas protecionistas e unilaterais adotadas por algumas economias, sem menção direta às recentes tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.
A cúpula também contará com a participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de líderes europeus e asiáticos. A expectativa é que os debates avancem sobre mecanismos de cooperação econômica e estratégias para lidar com os impactos das atuais crises geopolíticas sobre o crescimento global.
O encontro entre Lula e Macron reforça a aproximação diplomática entre Brasil e França observada nos últimos anos. Os dois presidentes têm defendido posições convergentes em temas como preservação ambiental, fortalecimento do multilateralismo e reforma das instituições internacionais.
A reunião bilateral antecede uma série de encontros que Lula deverá manter durante sua participação no G7. O governo brasileiro avalia que a presença no evento representa uma oportunidade para ampliar o diálogo com as principais economias desenvolvidas e apresentar posições do País sobre temas estratégicos da agenda internacional.