A revista Veja publicou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria recebido US$ 30 milhões do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo a reportagem, o equivalente a cerca de R$ 153 milhões teria sido depositado em uma conta secreta no exterior.
De acordo com a publicação, a operação teria sido intermediada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, e representaria um pagamento pelo apoio do senador a uma demanda de interesse do Banco Master.

Procurado, Davi Alcolumbre negou a acusação e afirmou que as informações divulgadas são falsas. “As informações são absolutamente falsas e serão enfrentadas com a máxima firmeza”, declarou o presidente do Senado.
A defesa de Daniel Vorcaro chegou a apresentar duas propostas de acordo de colaboração premiada à Polícia Federal, mas ambas foram rejeitadas. A segunda negativa ocorreu nesta quinta-feira 11, sob o entendimento de que os relatos apresentados não continham elementos inéditos de prova capazes de justificar os benefícios previstos na legislação.
Ainda segundo a reportagem da Veja, Vorcaro teria relatado uma parceria iniciada em 2007 com o governo da Bahia, durante a gestão de Jaques Wagner, por meio do programa Cesta do Povo, que permitia a servidores públicos realizar compras com desconto em folha de pagamento.
O texto afirma que, na administração seguinte, do então governador Rui Costa, um decreto estadual restringiu a portabilidade de dívidas dos servidores para outras instituições financeiras, medida que teria favorecido a expansão do programa CredCesta, ligado aos negócios de Vorcaro.
A reportagem também menciona que um fundo de previdência dos servidores públicos do Amapá adquiriu R$ 400 milhões em títulos considerados de baixa qualidade emitidos pelo Banco Master. Segundo a publicação, o fundo era administrado por um ex-tesoureiro da campanha de Alcolumbre.
O texto cita ainda operações semelhantes envolvendo regimes próprios de previdência vinculados às gestões dos ex-governadores Cláudio Castro, no Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha, no Distrito Federal.
Até o momento, não há decisão judicial confirmando as acusações relatadas pela reportagem, e as alegações atribuídas a Daniel Vorcaro não foram homologadas em acordo de colaboração premiada pelas autoridades competentes.