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Copa do Mundo 2026

Coincidências reacendem esperança rumo ao hexa

Corte de jogador da Roma, jejum de 24 anos e recuperação de Neymar alimentam paralelos com as campanhas dos títulos de 1994 e 2002 às vésperas da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026
Por O Correio de Hoje
09/06/2026 | 14:03

A poucos dias da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026, as coincidências entre a atual campanha e os Mundiais de 1994 e 2002 passaram a ganhar espaço entre torcedores que buscam sinais de um possível desfecho favorável para a equipe comandada por Carlo Ancelotti. O Brasil enfrenta Marrocos no próximo sábado 13, iniciando a caminhada em busca do hexacampeonato mundial.

O principal motivo para o ressurgimento dessas comparações foi o corte do lateral-direito Wesley, da Roma, por lesão. O episódio levou torcedores a resgatarem acontecimentos semelhantes registrados nas duas últimas conquistas mundiais da seleção.

Wesley insta Copia
Wesley foi cortado agora; em 1994, Aldair substituiu Mozer e em 2002 Ricardinho ficou no lugar de Émerson - Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Na campanha do tetracampeonato, nos Estados Unidos, em 1994, o zagueiro Mozer acabou cortado da delegação brasileira. A vaga foi ocupada por Aldair, então jogador da Roma, que se tornou peça importante na equipe de Carlos Alberto Parreira. O mesmo clube italiano voltou a aparecer em uma situação semelhante oito anos depois. Às vésperas da Copa do Mundo de 2002, o volante Emerson, capitão da seleção e atleta da Roma, sofreu uma lesão durante um treinamento e foi retirado da lista final. Em seu lugar entrou Ricardinho, do Corinthians.

Agora, em 2026, a Roma novamente aparece associada a uma mudança forçada na convocação. Wesley, que atuava pelo clube italiano, deixou a delegação em razão de problemas físicos, ampliando a percepção de paralelos entre as campanhas vencedoras do passado e a atual trajetória brasileira.

Outro fator que chama atenção é o intervalo sem títulos mundiais. Quando conquistou a Copa de 1994, a seleção encerrava um jejum de 24 anos desde o tricampeonato obtido no México, em 1970. Em 2026, o cenário se repete. O Brasil chega ao torneio sem levantar a taça há exatos 24 anos, desde a conquista do pentacampeonato, em 2002.

A coincidência se torna ainda mais evidente pelo fato de os Estados Unidos voltarem a sediar a principal parte da competição. Embora a Copa de 2026 seja realizada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, a decisão do torneio está marcada para o dia 19 de julho, em solo norte-americano, assim como ocorreu na conquista do tetra.

A situação de Neymar também passou a integrar a lista de semelhanças apontadas por torcedores. Em 2002, Ronaldo Nazário chegou à Copa cercado por dúvidas após uma grave lesão no joelho que comprometeu parte de sua carreira. Recuperado, o atacante protagonizou uma das maiores histórias de superação do futebol mundial, terminando como artilheiro do torneio e marcando os dois gols da vitória sobre a Alemanha na final.

Duas décadas depois, Neymar enfrenta um contexto diferente, mas igualmente marcado por questionamentos físicos. O camisa 10 chega ao Mundial após conviver com problemas musculares e uma lesão na panturrilha direita, situação que limitou sua sequência de jogos nos meses anteriores ao torneio. A expectativa de parte da torcida é que o atacante consiga repetir uma trajetória de recuperação semelhante à vivida por Ronaldo, assumindo papel decisivo ao longo da competição.

Embora coincidências não tenham influência sobre o desempenho dentro de campo, elas costumam ganhar força em períodos de Copa do Mundo, especialmente em um país onde a seleção carrega forte simbolismo nacional. Entre promessas, superstições e estatísticas, os paralelos com 1994 e 2002 ajudam a alimentar a expectativa dos torcedores por mais uma estrela na camisa brasileira.

A partir de sábado, porém, a seleção terá a oportunidade de transformar as coincidências em mera curiosidade histórica ou no início de uma campanha capaz de recolocar o Brasil no topo do futebol mundial após mais de duas décadas de espera.