A presidente estadual do PSB no Rio Grande do Norte, Larissa Rosado, negou que a nomeação de Jerônimo Lahyre de Mello Rosado Neto, conhecido como Lairinho Rosado, para a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedec) represente compensação ao partido por eventual perda de espaço na chapa majoritária encabeçada pelo pré-candidato ao governo Cadu Xavier (PT).
Segundo Larissa, a chegada de Lairinho ao primeiro escalão do governo de Fátima Bezerra (PT) não substitui a reivindicação do PSB por participação na composição eleitoral de 2026.

Lairinho foi nomeado para a Sedec nesta terça-feira 2. A pasta estava sem titular desde fevereiro, após a saída de Alan Silveira (MDB). Ex-vereador de Mossoró, empresário e ex-secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Lairinho é irmão de Larissa Rosado e integra o grupo político do PSB no Estado.
Em entrevista ao programa Contraponto, da 96 FM, Larissa afirmou que a indicação representa reconhecimento à lealdade do partido ao governo, mas não encerra a discussão sobre a chapa.
“Não tem absolutamente nada a ver a indicação de Lairinho com a ocupação de espaço na chapa majoritária”, disse. “Não é uma compensação. É um reconhecimento à lealdade do partido, à participação do partido durante o governo”, afirmou.
Larissa disse que o PSB reivindica espaço na majoritária desde o início das conversas do arco de alianças formado por PT, PV, PCdoB, PSB, Cidadania e PDT. A dirigente afirmou que o partido tem nomes disponíveis para a vice de Cadu ou para uma suplência ao Senado. Entre os quadros citados por ela, estão o empresário Gutemberg Dias, o advogado Luiz Gomes e o próprio nome de Larissa.
A presidente estadual do PSB também afirmou que não houve convite formal para que ela seja vice de Cadu. Segundo Larissa, a discussão ainda não chegou à indicação nominal.
“O que nós temos discutido é: nós queremos o espaço na majoritária”, declarou. Ela disse encarar com naturalidade a lembrança de seu nome, mas ressaltou que não há imposição pessoal.
Larissa também tratou da possibilidade de o PSDB indicar o vice de Cadu. Ela afirmou que considera natural a tentativa de atrair o grupo liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), para a aliança governista. Segundo ela, quanto mais lideranças estiverem no palanque de Cadu, melhor para o projeto. A dirigente disse confiar na condução das conversas pela governadora Fátima Bezerra e afirmou que as negociações com o PSDB estão em andamento.
Na disputa pelo Senado, Larissa defendeu que as quatro suplências das chapas de Rafael Motta (PDT) e Samanda Alves (PT) continuem abertas à negociação entre os partidos aliados. Ela reconheceu que há um entendimento interno do PDT em torno do ex-senador Jean Paul Prates (PDT) para a suplência de Rafael e disse que não há veto ao nome dele. Segundo Larissa, outros partidos também reivindicam espaço e a definição deve ficar para julho.
O PSB deverá disputar a eleição proporcional no Rio Grande do Norte apenas com nominata para deputado federal. Larissa afirmou que o partido não formará nominata para deputado estadual e que a orientação nacional, comandada pelo presidente nacional da legenda e prefeito do Recife, João Campos, é fortalecer as chapas federais. A meta nacional da legenda é eleger 26 ou 27 deputados federais em 2026.