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Banco Master

Alcolumbre critica CPI do Banco Master e diz que comissão serviria de “palanque eleitoral”

Presidente do Senado afirma que órgãos de controle já investigam o caso e reclama de pressão política para instalação da comissão
Por O Correio de Hoje
03/06/2026 | 14:17

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), criticou nesta terça-feira 2 a articulação de parlamentares pela criação de uma CPI para investigar o Banco Master. Segundo ele, a iniciativa tem caráter político e seria utilizada como instrumento de “palanque eleitoral”.

Durante sessão deliberativa, Alcolumbre afirmou que o caso já é alvo de apurações por diferentes órgãos de controle e fiscalização.

Alcolumbre foto Carlos Moura Senado
Presidente do Senado tem resistido à abertura da comissão de inquérito - Foto: Carlos Moura / Senado

“A Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Justiça brasileira, está todo mundo investigando isso. Não sei quem é o culpado, se é o Banco Central do Brasil, se são as pessoas que fizeram errado, se é a Comissão de Valores Mobiliários, mas está todo mundo investigando isso. Querem abrir mais uma CPI para fazer palanque eleitoral”, declarou.

O senador também reclamou do ambiente político permanente vivido pelo País. Segundo ele, o debate público está excessivamente contaminado pela disputa eleitoral.

“O País está em eleição desde a última eleição” e “ninguém aguenta mais isso no Brasil”, afirmou.

Alcolumbre acrescentou que o Senado deveria concentrar esforços na defesa dos interesses da federação, dos municípios, dos trabalhadores e dos diversos setores econômicos, sem ser pressionado a tomar partido em embates políticos.

O presidente da Casa relembrou ainda as críticas que recebeu por não ter feito a leitura do requerimento da CPI do Banco Master em sessão realizada em 21 de maio. Na ocasião, ele priorizou a votação de dispositivos de um veto presidencial relacionados a municípios inadimplentes com até 65 mil habitantes, pauta que, segundo afirmou, foi apresentada por prefeitos durante a Marcha a Brasília.

“Eu passei quatro horas sendo agredido na sessão do Congresso Nacional, da direita para a esquerda, sobre por que eu não li um requerimento de CPMI do Banco Master”, disse.

Para Alcolumbre, o debate em torno da comissão tem sido alimentado por interesses partidários.

“A abertura da comissão não seria para o Brasil, mas para a direita ou a esquerda”, afirmou.

Segundo ele, o tema vem sendo retroalimentado pelos diferentes grupos políticos porque isso lhes é conveniente.

“Esse negócio está se retroalimentando. Cada um fala para o outro, porque está muito cômodo”, concluiu.