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Crime

Vídeo mostra falso médico aplicando injeção em paciente no meio da rua em SP

Suspeito foi preso durante operação da Polícia Civil; investigação aponta cerca de 2 mil atendimentos irregulares e nove mortes sob apuração
Redação
27/05/2026 | 11:57

Um vídeo obtido pela CNN Brasil mostra o momento em que um homem investigado por atuar ilegalmente como médico aplica uma injeção em uma paciente no meio da rua, em São Paulo. O suspeito foi preso nesta terça-feira 26 durante uma operação da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Segundo as investigações, o homem, identificado como Marcos Felipe de Barros, e um segundo suspeito teriam realizado aproximadamente 2 mil atendimentos em um hospital particular da Zona Leste da capital paulista ao longo de dois anos.

FALSO MEDICO
Falso médico foi flagrado em vídeo aplicando injeção em paciente no meio da rua antes de ser preso pela Polícia Civil em São Paulo Foto: Reprodução

As apurações também investigam a relação de nove mortes com supostos erros e falhas nos atendimentos realizados pelos falsos profissionais.

Nas imagens divulgadas, Marcos aparece se aproximando da paciente, exibindo o produto e aplicando a injeção ainda na via pública.

A prisão ocorreu durante a Operação Hipócrates II, deflagrada na capital paulista e nos municípios de São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes.

Ao todo, a operação cumpre sete mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão temporária — um deles já executado — além de outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.

Durante a investigação, a polícia também determinou o afastamento da gestora operacional e do diretor clínico do hospital onde os suspeitos atuavam. Segundo os investigadores, há indícios de omissão e negligência por parte da unidade de saúde.

O delegado Mariano de Araújo afirmou que as investigações apontam uma atuação clandestina prolongada e consequências graves para pacientes atendidos pelos suspeitos.

A operação é conduzida pelo 22º Distrito Policial de São Miguel Paulista.

A CNN Brasil informou que procurou o hospital citado e as defesas dos investigados, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.