O Mel é frequentemente apontado como uma alternativa mais nutritiva ao açúcar refinado. Embora ambos sejam fontes de carboidratos e calorias, o mel contém pequenas quantidades de vitaminas, minerais e compostos vegetais que não estão presentes no açúcar branco.
Produzido pelas abelhas a partir do néctar das flores, o mel reúne água, enzimas, ácidos orgânicos e antioxidantes. Uma colher de chá fornece cerca de 21 calorias e 6 gramas de carboidratos. A mesma quantidade de açúcar refinado contém 16 calorias e 4 gramas de carboidratos, mas praticamente nenhum nutriente adicional.

Por isso, quando há necessidade de adoçar alimentos e bebidas, o mel costuma ser considerado uma opção mais vantajosa. Segundo a nutricionista Jenna Hope, o ideal é reduzir o consumo de qualquer tipo de açúcar, mas, se o uso for inevitável, o mel pode ser uma escolha melhor. Como é mais doce, geralmente também é utilizado em menor quantidade.
Em sua composição, o mel apresenta traços de vitamina C e vitaminas do complexo B, como niacina, riboflavina, ácido pantotênico, folato e piridoxina. Também contém pequenas quantidades de minerais como cálcio, ferro, cobre e zinco, importantes para a saúde óssea, a imunidade e o transporte de oxigênio no sangue.
Por ser uma fonte concentrada de açúcar, o mel deve ser consumido com moderação. Uma estratégia recomendada é associá-lo a alimentos com proteínas ou gorduras, como iogurte ou oleaginosas, o que ajuda a reduzir picos de glicose e prolonga a sensação de saciedade.
Além do valor nutricional, o mel também tem sido estudado por seus efeitos terapêuticos. Em 2020, pesquisadores da Universidade de Oxford concluíram que o alimento foi mais eficaz do que xaropes, anti-histamínicos e analgésicos para aliviar sintomas de infecções respiratórias, como tosse, dor de garganta e congestão nasal.
Segundo a análise, o mel reduziu a frequência da tosse em 36% e a intensidade em 44% em comparação com medicamentos convencionais. O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) também recomenda bebidas quentes com limão e mel para aliviar o desconforto na garganta.
Já no caso da Rinite alérgica, a ideia de que o consumo diário de mel local poderia reduzir os sintomas não encontra respaldo científico consistente. Até o momento, os estudos não demonstraram benefício comprovado nesse contexto.
Apesar de apresentar vantagens em relação ao açúcar refinado, o mel continua sendo uma fonte de açúcares simples e deve ser consumido com moderação, especialmente por pessoas com diabetes ou que precisam controlar a ingestão calórica.