A convocação de Neymar para a Copa do Mundo FIFA de 2026 encerrou as dúvidas sobre a presença do atacante no torneio e recolocou o principal nome da geração brasileira no centro do projeto da seleção. Chamado pelo técnico Carlo Ancelotti, o jogador do Santos Futebol Clube deverá voltar a vestir a camisa 10 do Brasil e igualar uma marca histórica de Pelé.
Até hoje, Pelé é o único atleta a ter disputado quatro Copas do Mundo usando a camisa 10 da seleção brasileira. Neymar estreou com o número em Mundiais em 2014, no Brasil, voltou a utilizá-lo em 2018 e 2022 e agora repetirá o feito na edição de 2026.

Ao longo das três Copas anteriores, o atacante marcou oito gols e distribuiu três assistências em 13 partidas. Maior artilheiro da história da seleção brasileira, com 79 gols, Neymar reassume o protagonismo após quase três anos marcados por lesões e ausências em compromissos internacionais.
Desde a Copa do Mundo FIFA de 2022, o jogador disputou apenas quatro partidas pela seleção. Sua última atuação ocorreu contra a Seleção Uruguaia de Futebol, em outubro de 2023.
Sem Neymar, a camisa 10 foi utilizada recentemente por Vinícius Júnior em amistosos disputados contra Seleção Francesa de Futebol e Seleção Croata de Futebol, durante a data Fifa de março.
Antes disso, Rodrygo vestiu o número na Copa América de 2024 e chegou a afirmar que apenas ocupava temporariamente a camisa considerada símbolo máximo da seleção.
“Eu sempre tento deixar claro isso para ele (Neymar), que por mais que eu esteja com a camisa 10 agora, a camisa é dele. Eu só estou substituindo por um momento. A gente está esperando ele de volta”, afirmou o atacante do Real Madrid Club de Fútbol à época.
A camisa 10 da seleção brasileira carrega um peso histórico que atravessa gerações. O número passou a ser utilizado nas Copas do Mundo a partir de 1950, inicialmente apenas como forma de identificação dos jogadores em campo. O primeiro brasileiro a vestir a camisa em um Mundial foi Jair Rosa Pinto, na Copa realizada no Brasil.
Naquele período, a numeração ainda seguia a posição dos atletas em campo, sem o simbolismo que seria criado anos depois por Pelé. A partir da Copa de 1954, os números passaram a ser fixos durante toda a competição, e a camisa 10 ficou com Pinga.
Foi em 1958, porém, que Pelé transformou definitivamente o número em um dos maiores símbolos do futebol mundial. O ex-jogador conquistou os títulos das Copas de 1958, 1962 e 1970 com a seleção brasileira, embora tenha enfrentado problemas físicos nos Mundiais de 1962 e 1966.
Na campanha do tricampeonato no México, em 1970, Pelé encerrou sua trajetória em Copas com seis jogos, quatro gols e seis assistências, consolidando a camisa 10 como referência máxima do futebol brasileiro.
Desde então, o número foi utilizado por jogadores como Rivellino, Zico, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká.
Neymar agora se aproxima do último capítulo de sua trajetória em Mundiais. Aos 34 anos durante a Copa de 2026, o atacante chega ao torneio sob expectativa de liderar uma geração que busca encerrar o jejum brasileiro de títulos mundiais iniciado após a conquista de 2002.