O Botafogo deu adeus à Copa do Brasil após derrota por 2 a 0 para a Chapecoense, na Arena Condá, em resultado que aprofundou a crise esportiva vivida pelo clube carioca na temporada. Mesmo carregando a vantagem construída no jogo de ida, o time foi eliminado ainda na quinta fase da competição diante de uma equipe que ocupa a última posição do Campeonato Brasileiro.
A queda amplia uma sequência de frustrações recentes do clube em torneios eliminatórios. Em março, o Botafogo já havia sido eliminado na fase preliminar da Copa Libertadores da América pelo Barcelona de Guayaquil. Os resultados comprometeram o calendário esportivo da equipe e reduziram receitas previstas com premiações e direitos comerciais.

Embora o técnico Franclim Carvalho tenha mantido aproveitamento considerado positivo desde que assumiu o comando, o ambiente de instabilidade fora de campo continua afetando o desempenho esportivo. Internamente, o clima é descrito como de apreensão diante das mudanças na estrutura da SAF e da pressão por resultados.
Na quinta-feira 14, mesmo dia da eliminação, o clube oficializou Eduardo Iglesias como novo diretor de futebol em definitivo. Ele assume o cargo após o afastamento de John Textor e o período interino conduzido por Durcesio Mello.
Em campo, o Botafogo iniciou a partida com mudanças na formação titular. Franclim optou pela entrada de Bastos na defesa, Marçal na lateral-esquerda e um meio-campo formado por Edenilson, Medina e Danilo. No ataque, Montoro substituiu Matheus Martins.
O início do jogo chegou a indicar um cenário favorável ao clube carioca, principalmente pelas ações ofensivas pelo lado direito com Júnior Santos e Vitinho. Apesar da movimentação, o time encontrou dificuldades para articular jogadas pelo meio-campo e transformar cruzamentos em chances efetivas para Arthur Cabral.
A Chapecoense abriu o placar aos 19 minutos e ampliou pouco antes do intervalo, com Bolasie, deixando o Botafogo em situação de eliminação. Mesmo com 58% de posse de bola no primeiro tempo, a equipe mostrou baixa capacidade de criação ofensiva e pouco poder de reação.
Na segunda etapa, Franclim tentou reorganizar o meio-campo e promoveu alterações, incluindo a entrada de Alex Telles, mas o desempenho ofensivo permaneceu limitado. A reta final da partida foi marcada por uma sequência de cruzamentos improdutivos e pouca coordenação ofensiva.
A eliminação é vista internamente como um duro golpe esportivo e financeiro para o clube. Após o apito final, jogadores e comissão técnica demonstraram frustração sobretudo pelo desempenho abaixo do esperado diante de um adversário tecnicamente inferior. Agora, o Botafogo volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro Série A e para a Copa Sul-Americana, únicas competições restantes na temporada.