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Política

“Brasil vive sob domínio do crime”, diz Coronel Azevedo

Deputado afirma que crime organizado avança no País, cobra ações mais duras e cita domínio de facções em comunidades brasileiras
Por O Correio de Hoje
30/04/2026 | 16:51

O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) afirmou, nesta quarta-feira 29, durante sessão na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, que o País enfrenta um cenário de avanço do crime organizado e defendeu medidas mais duras no enfrentamento às facções, incluindo a classificação desses grupos como organizações terroristas.

O parlamentar disse que vem cobrando “ação enérgica por parte do Governo do Estado e de todas as instituições envolvidas no combate às facções e ao crime organizado”. Ele citou episódios recentes no RN, como a atuação de grupos criminosos na Zona Oeste de Natal, onde, segundo relatou, facções teriam retirado equipamentos de uma empresa e imposto o uso de internet clandestina à população. “Essa retirada e humilhação do povo mais humilde do nosso Estado alcançou todo o Brasil”, afirmou.

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Coronel Azevedo defende classificar facções como organizações terroristas - Foto: ALRN

Coronel Azevedo sustentou que o problema ultrapassa o âmbito local e atinge escala nacional. “Duas pesquisas recentes publicadas no final do ano passado mostram que cerca de 50 milhões de brasileiros vivem em áreas dominadas por facções”, declarou. Em outro momento, mencionou levantamento que aponta “61 milhões de brasileiros vivem sob o domínio do crime na ausência do Estado”.

O deputado criticou a posição do governo federal em relação ao tema e disse que o país perde instrumentos de combate ao crime ao não classificar facções como organizações terroristas. “Quando se classifica as facções como terroristas isso cria mais ferramentas, mais instrumentos para não só aqui no Brasil, mas a comunidade de países possam combater o crime que ele é transnacional”, afirmou.

Ele também apresentou requerimento solicitando que a governadora do RN articule junto ao governo federal uma mudança de posição sobre o tema. “Peço aos deputados, aqueles que concordarem, que assinem comigo, pedindo à governadora [Fátima Bezerra] que faça gestões junto ao governo Lula para que ele mude de posição”, disse.

Ao defender a proposta, o parlamentar citou dados de opinião pública. “73% do povo brasileiro é a favor de classificar as facções como organizações terroristas”, afirmou, acrescentando que a população mais vulnerável é a principal vítima. “O povo brasileiro vive humilhado nos bairros mais simples, nas comunidades mais periféricas, humilhado pelos líderes dessas facções”, declarou.

Durante o pronunciamento, Azevedo também mencionou casos de violência atribuídos a grupos criminosos e falou sobre crimes não denunciados por medo de represálias. “Quantas crianças, quantas mulheres, quantas pessoas estão sendo humilhadas, sendo dominadas em seus bairros, em suas ruas por essas facções”, disse.

Apesar das críticas, o deputado destacou ações recentes de combate ao crime no Estado e elogiou operação policial que resultou no cumprimento de 70 mandados e na apreensão de R$ 9 milhões. “Temos que continuar nesse caminho, combatendo o crime”, afirmou, ao parabenizar o Poder Judiciário, o Ministério Público e as forças de segurança pela atuação.