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Transporte público

Camila Araújo cobra ar-condicionado nos ônibus da capital potiguar

Vereadora afirma que sistema é precário, cobra melhorias e diz que tema precisa de debate nacional com participação do Governo Federal
Por O Correio de Hoje
30/04/2026 | 16:48

A vereadora Camila Araújo (PL) defendeu que a futura licitação do transporte público de Natal inclua obrigatoriamente ar-condicionado nos ônibus, afirmando que o item deixou de ser luxo e passou a ser necessidade diante das condições climáticas da capital potiguar.

Durante entrevista concedida à TV Futuro, a parlamentar destacou que o sistema atual é precário e carece de regulamentação. “O transporte público de Natal ainda funciona de forma irregular, porque não tem uma lei, não tem um regramento que possa dizer como é que vai funcionar. Isso é através da licitação”, afirmou.

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Camila Araújo defende que a nova licitação do transporte público de Natal inclua ar-condicionado obrigatório nos ônibus - Foto: reprodução / cmn

Camila disse que a inclusão do ar-condicionado é essencial para melhorar a qualidade do serviço. “Importante, crucial e não é luxo, é necessidade. Deve ter”, declarou, ao defender que o item esteja previsto no edital da nova licitação.

A vereadora afirmou que a licitação é uma promessa de campanha do prefeito Paulinho Freire (União) e que a gestão vem trabalhando no tema desde o início do mandato. “Vejo que o Paulinho está se esforçando muito para entregar isso a Natal”, disse. Ao mesmo tempo, alertou que o processo precisa ser estruturado com cuidado para evitar fracasso. “Tem que construir uma licitação que não venha dada e certa para não dar deserta como deu da outra vez”, afirmou.

Camila também relacionou a precariedade do sistema ao crescimento do transporte por aplicativos, especialmente motos. Segundo ela, a falta de conforto afasta usuários. “Muitas pessoas não estariam em cima de uma moto arriscando a vida se tivessem um transporte com qualidade”, disse.

A parlamentar defendeu que o problema do transporte público deve ser tratado em nível nacional, com participação do Governo Federal. “O transporte público tem que ser uma pauta nacionalizada, federalizada”, afirmou. Segundo ela, os municípios não têm capacidade financeira para manter o sistema sozinhos. “O governo federal, que detém 70% do orçamento arrecadado, precisa ter uma contrapartida”, acrescentou.

Camila ressaltou que a Câmara Municipal não tem competência para legislar sobre a licitação, cabendo ao Legislativo fiscalizar e cobrar soluções. “A competência legítima é do Poder Executivo”, afirmou. Reforçou ainda que a expectativa é de que a nova licitação seja concluída ainda neste ano, com melhorias efetivas no serviço.