Uma criança de 2 anos sofreu queimaduras profundas após uma cuscuzeira com água fervente cair sobre ela dentro de casa, no bairro Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal. O acidente aconteceu no sábado 4 mas o caso ganhou repercussão nesta sexta-feira 10.
A menina, identificada como Aline Eloá, ficou seis dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel e, após evolução do quadro, foi transferida para a enfermaria, segundo apuração da Inter TV.

De acordo com a equipe médica, a criança teve queimaduras de segundo grau no couro cabeludo e na face, além de lesões no tórax, dorso, membros superiores e no membro inferior esquerdo. “É uma queimadura grande, é um caso realmente grave, mas ela já saiu da UTI e deu entrada no nosso Centro de Queimaduras, o nosso CTQ. Estamos lutando bravamente”, explicou o diretor do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o cirurgião plástico Marco Almeida.
Segundo a mãe, o acidente ocorreu enquanto ela preparava o jantar e a criança brincava em outro ambiente da casa. “Eu estava fazendo a janta enquanto ela estava brincando na varanda. E eu não a vi vindo para a cozinha, porque eu estava de costas. Também não a escutei abrindo a portinha do fogão. Quando eu olhei para trás, ela já estava gritando, com a cuscuzeira em cima dela”, contou.
A criança teria aberto o forno do fogão, o que provocou a queda da panela que estava sobre o equipamento.
O pai relatou os primeiros socorros prestados. “Minha reação foi só pegar minha filha, botar debaixo do chuveiro, e já vi ela toda vermelhinha. Aí corri pra UPA. Na UPA da Esperança, o médico me afirmou que não era pra ter feito isso, não era pra ter botado ela debaixo d’água, era pra ter pego um pano molhado, espremido e botado nos cantos queimados. Só que nenhum pai, nenhuma mãe vai ter uma reação dessa”, disse.
Após o atendimento inicial na UPA de Cidade da Esperança, a criança foi transferida para a UTI do Walfredo Gurgel, onde permaneceu por cerca de uma semana antes de ser encaminhada para a enfermaria. Até esta sexta-feira 10, não havia previsão de alta.
O médico Marco Almeida orienta que medidas de prevenção sejam adotadas dentro de casa para evitar acidentes. “Nós temos sempre que possível separar a cozinha do resto da casa, uma portinhola, alguma cancela, alguma barreira física para que a criança não tenha livre acesso à cozinha, isso é básico”, explicou.
A família solicita ajuda para a continuidade do tratamento da criança, com doações de fraldas, lenços umedecidos e esparadrapos. Os materiais podem ser entregues no CTQ do Hospital Walfredo Gurgel ou por meio de contato com o pai da criança pelo número (84) 99425-7366.