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Educação

Nelter diz que escola parada há 3 anos expõe falha do “governo da professora Fátima”

Segundo ele, reforma da Escola Estadual Dom José Adelino Dantas tinha prazo de execução estimado em 90 dias
Redação
09/04/2026 | 05:28

O deputado estadual Nelter Queiroz (PP) cobrou providências, nesta quarta-feira 8, para que o Governo do Estado retome as obras de reforma da Escola Estadual Dom José Adelino Dantas, em Caicó. Segundo ele, a obra, iniciada com prazo de execução estimado em 90 dias, está prestes a completar três anos sem conclusão. “O que era para ser uma intervenção rápida se transformou em um verdadeiro símbolo do descaso com a educação pública”, declarou.

Durante pronunciamento na Assembleia Legislativa, o deputado destacou que a situação compromete diretamente alunos, professores e servidores. “A juventude, os alunos, os professores e os servidores convivem com as consequências dessa demora, enfrentando dificuldades que comprometem o ensino e a dignidade de toda a comunidade escolar”, afirmou.

Nelter Queiroz foto Eduardo Maia ALRN
Deputado estadual Nelter Queiroz (PP) durante pronunciamento na ALRN - Foto: Eduardo Maia/ALRN

Nelter também criticou a condução do problema, apontando falta de responsabilidade na execução da obra. Segundo ele, há indefinição sobre quem deve responder pela paralisação. “Um verdadeiro jogo de empurra-empurra em que ninguém assume, de fato, a responsabilidade, e a população é quem paga o preço”, disse.

O parlamentar levantou ainda a hipótese de que a obra esteja paralisada por falta de pagamento à empresa responsável. “Se for verdade, estamos diante de um absurdo ainda maior”, afirmou, ao relatar que tomou conhecimento dessa possibilidade ao visitar o município e conversar com moradores.

“Faço um registro à professora Fátima Bezerra, que está à frente do Governo do Estado, para se pronunciar, junto com a Secretaria de Educação, urgentemente sobre essa situação”, declarou.

Para Nelter, a demora na conclusão da obra representa mais um exemplo de falha na condução da educação pública no Estado. “Esse é o retrato de mais uma escola do Estado que está nessa situação”, afirmou.