A definição das últimas seis vagas para a Copa do Mundo de 2026 ocorrerá na próxima terça-feira (31), após o encerramento da repescagem, completando a maior edição da história do torneio. Até o momento, 42 seleções já estão classificadas, e mais de 70% delas já apresentaram seus uniformes oficiais para a competição que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.
O mercado segue concentrado nas três principais fornecedoras globais de material esportivo. A Adidas lidera até aqui, com 13 seleções vestindo seus uniformes, seguida pela Nike, com 11, e pela Puma, com 10. O cenário representa uma inversão em relação à Copa do Mundo do Qatar, quando a empresa americana liderava com 11 equipes, contra sete da Adidas e seis da Puma.

Entre os classificados, 34 seleções já divulgaram seus novos uniformes. Apenas o Equador foge ao domínio das grandes marcas, com a empresa local Marathon como fornecedora. Ainda assim, o predomínio das gigantes supera 80% dos participantes já garantidos no torneio.
Os modelos apresentados indicam uma tendência clara: as camisas número 1 priorizam cores e elementos tradicionais de cada seleção, enquanto os uniformes número 2 são usados para propostas mais ousadas. A seleção brasileira segue esse padrão ao manter o amarelo “canário” no uniforme principal, enquanto a camisa azul incorpora o preto, em uma combinação inédita desenvolvida em parceria com a marca Jordan.
“Claro que é legal poder experimentar com coisas diferentes, mas, nessa altura, a gente queria fazer algo que filtrasse para o que é mais fundamental, o que é mais Brasil. A cor, a bandeira e esses detalhes que os brasileiros podem identificar”, afirmou a designer Rachel Denti, responsável pelo projeto. “O Brasil é o Brasil, não precisa de muita coisa para ser Brasil. Ele é fácil de ser identificado. Quando você vê a amarelinha, você sabe que é o Brasil”, completou.
A nova camisa amarela da seleção brasileira será utilizada pela primeira vez no amistoso contra a Croácia, no dia 31, nos Estados Unidos. Antes, o time enfrenta a França, no dia 27, vestindo o uniforme azul. Ambas as seleções europeias também utilizam materiais produzidos pela Nike.
Apesar da concentração nas três maiores fornecedoras, há espaço para marcas de menor escala. Entre elas estão a Kappa, que patrocina a Tunísia, e a Reebok, responsável pelo uniforme do Panamá. Também aparecem empresas regionais e de médio porte europeu, como a Kelme, fornecedora da Jordânia, e a Jako, que veste o Uzbequistão, compondo um grupo que rompe parcialmente o domínio das líderes globais no setor.