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Guerra

Veterano dos EUA tem braço quebrado ao protestar contra guerra com o Irã durante audiência no Senado

Ex-fuzileiro naval interrompeu reunião no Capitólio gritando frases contra o conflito e foi retirado à força por agentes de segurança
05/03/2026 | 13:18

Um manifestante teve o braço quebrado enquanto era retirado por agentes de segurança após interromper uma audiência no Capitólio dos Estados Unidos, em Washington, na quarta-feira 4.

O homem foi identificado por veículos de imprensa como Brian McGinnis, veterano do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Ele protestava contra a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã durante uma sessão de um subcomitê das Forças Armadas do Senado.

veterano

Imagens divulgadas pelo grupo feminino antiguerra Code Pink mostram McGinnis gritando frases como “ninguém quer lutar por Israel” enquanto interrompia a audiência. Durante a ação dos seguranças para retirá-lo do local, o manifestante acabou tendo o braço quebrado.

Após ser retirado da sala, ele foi conduzido por agentes pelo corredor do prédio. Em determinado momento, aparece sentado encostado a uma parede enquanto era cercado por policiais.

A Reuters confirmou a autenticidade das imagens por meio da transmissão oficial da audiência e comparação com registros fotográficos do local.

Contexto do conflito


O protesto ocorre em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. No último sábado (28), Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra o Irã, em meio a disputas envolvendo o programa nuclear iraniano.

Em resposta, o governo iraniano lançou ações contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal do Irã informou que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, morreu durante os ataques realizados por forças norte-americanas e israelenses.

Após a confirmação da morte, o Irã prometeu realizar uma “ofensiva mais pesada” em retaliação. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera a resposta militar um “direito e dever legítimo”.

Por sua vez, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou que qualquer retaliação iraniana será respondida “com uma força nunca antes vista”.